Coluna da Leila - O que (quem) realmente importa

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Maiteí, índios
Desculpem-me a a ausência nestes quase dois meses. Foram muitos acontecimentos como já havia informado a vocês: casamento, viagem de lua de mel, monografia, etc. Monografia concluída. Agora fiz a loucura de me candidatar a uma vaga para  o Mestrado em Literatura e fora o fim do ano letivo, sou professora, mas dá pra começar por o blog em dia. A Leila Krüger também andava sumida porque  está escrevendo um novo romance, então comecemos com a coluna dela. Confira!



Mais uma noite filosófica de sexta (oh, não!).
E as mil e uma voltas que a mente dá, falcão negro sobre o mar, e o coração rodopia em uma galáxia que brilha, e também obscurece, e inebria. 
O que, ou quem realmente importa na vida? – pergunta-se. Eu acho que esse é o grande ponto. 
A grande resposta do tempo. Da alma. Do infinito.
A gente se engana tão fácil. E o óbvio não é tão evidente assim, às vezes. E coisas passam, e coisas voltam, outras ficam, e ficam, e não vão embora porque – incrivelmente – são nossas. São quem nós somos, são nossa vida.
Não pense que é tão simples. “O óbvio é o mais difícil de se enxergar”, obrigada por nos revelar, Clarice Lispector. E de repente o que parecia não ser, de fato é. E o que era já não é mais. Nem será. Ou quem sabe um dia seja ainda. Se realmente importar, haverá.
Pena que tantas vezes é tarde demais. Quando a gente vê. O que realmente importa, quem realmente importa, quem nós somos – isso é que importa. Nós vamos morrer um dia! Vamos antes descobrir os porquês (por quens) de termos vivido.
Aproveite. Enquanto as pessoas estão perto (não é só físico). Estão vivas (você pode tocá-las). Têm um sorriso. Uma lágrima. Uma mão estendida, despretensiosamente quem sabe. Você talvez não repare nela. Aproveite enquanto há fôlego, possibilidades, sonhos, enquanto há verdades estampadas em árvores como aquele velho coração com duas letras dentro que os anos não apagam (as árvores não morrem, não é?). 
Dentro da gente. É lá que está o que (quem) realmente importa. 
O que importa o tempo não leva.
Isso não!
Ele não pode levar o que é mais verdadeiro. E o que é mais verdadeiro a gente sente.
E é eterno.
O que, ou quem realmente importa. Por favor, não, não descubramos tarde demais.

O tempo é cruel com os cegos de coração.
Só se enxerga bem com o coração: o que realmente importa.
O que realmente importa não vai embora da gente.


Leila Krüger - Sou romancista, poeta e contista. Tenho obras em jornais, revistas, antologias e portais na Internet. Publiquei Reencontro, meu primeiro livro, pela Editora Novo Século em 2011. Em 2012 publiquei o livro de poemas A Queda da Bastilha e, em 2014, o livro de crônicas Coração em Chamas. Já recebi prêmios nos gêneros conto e poesia. E agora venho com esta coluna aqui no  Tribo do Livro, de alma limpa e coração nu. Facebook: www.facebook.com/leilakrugeroficial Twitter: @Leilakruger Instagram: @Leilakruger - Colunista

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