Coluna da Paloma - O livro da Loucura e das Curas

domingo, 22 de março de 2015

 Maiteí, índios
A coluna da Paloma está de volta ao dia 22. Vamos conferir?
Sinopse

 O Livro da Loucura e das Curas - Meu pai se fora, meu marido morrera e meu coração silenciara. Gabriella Mondini é uma médica com estranhos poderes de cura, poderes que vão além de seus conhecimentos científicos. No fim do século 16, uma mulher médica — e tão sensível quanto ela — é praticamente uma heresia. Assim, se quiser continuar praticando a medicina, deverá ter o aconselhamento de um homem.

Seu pai, também médico, seria o conselheiro ideal, mas ele a abandonou há dez anos: saiu em busca de curas inimagináveis por uma Europa cheia de crendices e magias. E, agora, por meio de suas poucas cartas, é possível perceber que sua sanidade mental está desaparecendo.

Disposta a reencontrar o pai e, quem sabe, salvá-lo a tempo de continuar praticando a medicina, ela atravessa os Alpes da Suíça e os campos da Alemanha, encontra-se com os maiores médicos da Europa e caminha por cidades e vilarejos estranhos até chegar ao Marrocos.

A jovem médica enfrentará caminhos que lhe ensinarão o que é viver no mundo dos clínicos e herboristas daquela época; um mundo onde as praças públicas exalam cheiro de corpos queimados, onde ervas exóticas destroem todos os desejos e onde doenças como a Inveja (“um verme invisível”) saem do corpo dos mortos para destruir os vivos...

Até o fim de sua aventura, ela tentará conquistar a sabedoria tão desejada, mas também terá que lidar com o conhecimento dos segredos de sua família, que são, afinal, os seus próprios segredos.


 Olá, meus caros leitores!

            Sim, eu sei. Faz um tempão que não escrevo, é verdade. Não é que eu tenha abandonado o mundo dos livros, muito pelo contrário... como iniciei minha graduação em história na UFPR, tenho um livro pra ler a cada dois dias (é sério!) e acho que vocês não estão interessados em uma resenha sobre A apologia da História do Marc Bloch...

            Logo, vamos falar de romances <3

            O último livro que eu li foi “O livro da loucura e das curas” da Regina O’Melveny.

            Regina é artista plástica, escritora e – a melhor de todas as profissões – professora. Vencedora do Poetry Award, da Conflux Press. Eu estou comentando isso porque me apeguei à Regina de uma forma que eu realmente não esperava. A forma como ela escreve o livro é muito gostosa de ler. Apesar de ser uma história, de certa forma, forte, ela simplesmente flui. Achei isso sensacional!

            Mas vamos ao resumo:

            A história se passa em 1590. Já falei que faço graduação em história? É, isso já me conquistou! Mas teve outro detalhe que arrebatou meu coração: a protagonista da história é Gabriella Mondini, uma doutora que queria exercer sua profissão em uma época que mulheres só poderiam ser médicas com a supervisão de homens. Logo, Gabriella era orientada por seu pai.

            Entretanto, ele decide ir a uma jornada de estudos pela Europa. E simplesmente desaparece. Agora imagine você, menina-mulher, querendo seguir seu sonho de ser médica, em uma época que você é frequentemente ignorada pela sociedade, onde somente pode ser que você é com a ajuda de um... homem. Meus amigos, isso me revoltou. Revoltou-me ainda mais quando o Conselho dos Médicos de Veneza resolveu suspender a Gabriella do mundo da medicina. Sem ter como seguir seu sonho, Gabrielle opta por ir à procura do pai.

            Essa parte da história emocionou meu pequeno coração leitor e, recentemente, histórico. Quantas mulheres dessa época queriam apenas seguir seus sonhos e foram impedidas? E mais, quantas mulheres correram atrás e simplesmente foram silenciadas? Gabriella se viu em um labirinto, cercada de preconceito por todos os lados. E sim! Eu lembrei da Mulan (meu filme preferido da Disney perdendo apenas para Frozen porque Frozen é lindo!). Todo aquele contexto de sair de casa, proteger o pai, cortar o cabelo, LUTAR para se encontrar... Putz! Esses enredos sempre me abraçaram! 

            E claro que tem detalhes de como as doenças eram curadas durante século XVI e até o questionamento se eram doenças mesmo ou simplesmente “crendices” de uma época que todas as ciências estavam em estado embrionário, uma época de dúvidas e incertezas. Ai gente, que livro lindo!

            Entretanto, preciso avisá-los que em certas partes a narrativa é lenta. Lendo algumas resenhas sobre este mesmo livro, algumas pessoas disseram que era chato, entediante e usaram isso, inclusive, como crítica negativa. Mas, então... eu sou uma pessoa positiva. Gente, a história se passa em 1590! Tudo era lento. Lembram-se de quantos meses levou para A Família Real chegar ao Brasil? E hoje, quanto tempo dura uma viagem pra Europa? Doze horas? Acho que tudo deve ser visto por um contexto.

            Foi um livro bem interessante de ser lido! E como já disse, me apeguei à Regina. E quando eu me apego a um autor é muito complicado escrever como suas obras! Isso aconteceu com o Dan Brown, Harlan Coben, meu namorado... hahaha

            Então é isso, galera! Mais uma vez peço desculpas pelos atrasos e prometo que vou fazer de TUDO (injetar cafeína no cérebro) pra tentar ficar mais presente nesses terríveis momentos de curso...
        
Beijinhos!!!

 Paloma Oliveira, Pam ou Café. A idade varia entre cinco anos, quando está com seu enteado e sessenta, quando acorda segunda-feira de manhã. Tem espírito italiano porque se tem algo que leva a sério é o Bel far niente! Apaixonou-se por história aos 14 anos, amor que segue até hoje. Nerd assumida e louca por Darth Vader, Don Vito Corleone e Sr. K. Seu coração literário bate mais forte por Dan Brown, Harlan Coben e A.M. Ben Noach.-Colunista

10 comentários :

  1. que livro interessante, gosto muito de livros historicos e esse nao fica de fora, bem interessante aborda um tema tao dificil no seculo xvi, mulheres simplesmente nao podiam correr atras de seus sonhos

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  2. Olá Paloma!!

    Vou confessar, não gosto de livros históricos, mas esse livro me chamou muita atenção pela protagonista ser muito a frente do tempo dela e lutar pelos seus sonhos e ideais, ainda mais numa profissão tão linda!!!

    Me senti instigada a ler esse livro! rsrsrs

    Obrigada pela resenha e pla indicação!

    um abração

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    Respostas
    1. Bom né Helloise a mulher ser independente, lutra pelos eus sonhos e objetivos. Mostrar que ela não é submissa. Isso tbm me chamou bastante a atenção.

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  3. Paloma, que ótimo gosto vc possui menina. Linda esta sua resenha, vc descreve muito bem o livro sem conta-ló tudo, hehe, me entende?
    Menina, fiquei tão feliz por vc estar fazendo História, eu tbm fiz terminei ano passado, é tão bom, hehe. E A apologia da História do Marc Bloch, é um livro muito interessante sabia, hehe.
    Vc vai amar o mundo, o curso de história sabe, eu me apaixonei e sou até hj. Se quiser conversar viu, estou a disposição.
    Beijos.
    Ops! já ia me esquecendo da resenha do livro, nunca tinha ouvido falar neste livro antes e gostei muto, a capa dele então que coisa linda, eu sou uma pessoa muito visual e me pego bastante as capas do livro, apesar de que não e pode julgar um livro pela capa eu sei, mas tento me controlar sabe.
    Por passar em 1950 então, creio que é muito rico em detalhes de época, de costumes sabe, e trazendo para História temos: História Social, História da Mulher, História Cultural, aquela História das Migalhas, que foi muito bem estudada por José D'Assunção Barros, com seu famoso esqueminha de: Dimensões, Domínio e Abordagem. Olha a História nos pegando.
    Xau

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  4. Oiee.
    Eu gosto de livros com essa pegada histórica.
    Pois é, se hoje em fia em pleno século vinte e um a gente ainda reclama que as mulheres não tem seu direito respeitado em algumas coisas, imagine naquela época, Deus do céu!
    Que bom que você curtiu a leitura, e obrigada por nos avisar quem em certos momentos o livro fica meio parado, é bom saber antes de começar a leitura, eu por exemplo tem certa hora que se o livro não flui acabo deixando de lado por um tempo.
    Achei a capa bem bonita, e fiquei com vontade de lê-lo, espero encontrá-lo por ai rsrs.
    Bjokas!

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  5. Paloma super te entende quanto a falta de tempo pra se conseguir ler um livro esses dias. Antes meu ritmo de leitura era bastante bom, hoje consigo ler um livro em 2/3 dias também. É frustante!
    Quanto a narração lenta do livro eu também acho que deve ser levado em conta o contexto daquela época. Quando eu pego livros nesse estilo eu já vou pronta para ler algo mais lento e mais detalhado.

    Ps. Mulan tamém é um dos meus filmes favoritos da Disney. Mulan e Frozen ♥

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  6. É engraçado como a história do livro se passa em em 1590 e podemos comparar com questões tão atuais, não é verdade? Devo dizer que apesar da narrativa ser meio lenta o livro deve ser bem interessente pra quem gosta de livros com esse tema.

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  7. Gabriella é a definição de personagem forte que luta por seu lugar, enfrentando o que for para seguir seu sonho de exercer a medicina, o livro é também uma demonstração do quanto as mulheres já sofrerem e que merece sim igualdade de direitos, a autora criou uma obra para ser apreciada, torcendo pela protagonista, desejando que ela encontre o pai, realmente já vi muitas resenhas negativas em relação a esse livro, a sua me convenceu a fazer a leitura, espero gostar tanto quanto você.
    Imagino como deve estar sendo corrido manter um ritmo de leitura e ainda se dedicar a sua graduação, mesmo assim essa sua leitura deve ter compensado!

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  8. Primeiro, parabéns por ter começado a graduação! Gosto muito de livros históricos e ainda não tinha visto nada sobre esse, então me encantei. A capa é muito linda também. Depois dessa sua resenha, colocarei esse na minha lista. Acho que gostarei, mesmo que a narrativa seja um pouco lenta.
    beijos!

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  9. Olá Paloma,

    Domingo passado, passeando com a família, achei o livro numa loja muito conhecida, tava numa promoção ótima. Na mesma hora lembrei da sua resenha. Não resisti e comprei!!! :)

    Obrigada!!!

    um abraço

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