Coluna da Paloma - Aconteceu em Veneza

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Maiteí, índios
A nossa descolada Paloma já está em Curitiba, e agora que as festas terminaram vamos ao que interessa. Ela leu o segundo romance de Molly Hopkins, a continuação de Aconteceu em Paris. Confira.


Bem-vindo a Veneza, a Cidade do Amor.
Ele traiu, mas foi uma única vez! Evie Dexter prometeu perdoar seu noivo, Rob e todos os esforços para absolvê-lo de seus pecados estão valendo a pena: nos últimos 10 dias, ela só o chamou de cafajeste 11 vezes.


Olá meus lindos leitores! Como estão? Espero que tenham passado maravilhosas festas ;) 
Na coluna passada, escrevi sobre Aconteceu em Paris, de Molly Hopkins. E aqui estou eu – e vou ficar – para destrinchar o segundo livro dessa história: Aconteceu em Veneza. E bom... como é uma continuação, aviso de antemão que haverá spoilers. E vocês sabem o provérbio nerd: “O spoiler é mais poderoso que a espada”.  Estão avisados... então vamos lá.

        Após iniciar uma carreira de guia turística, perambular sobre as ruas de Paris e encontrar Rob – o suposto amor da vida dela, como todos os amores da vida em romances devem ser: bonito, rico, bem dotado, ridiculamente controlador etc... – e deparar-se com a grande crise em seu relacionamento – a traição do Rob com uma mocreia -, Evie decide perdoá-lo e viver esse amor intensa e eternamente. Então... Não sei o que você, meu digníssimo leitor, pensa sobre traição. Eu não tenho muitos exemplos disso em minha vida, pelo menos não que eu saiba e graças a Deus!, mas dos exemplos que tenho conhecimento, perdoar geralmente dá errado. Um sábio moço uma vez me disse que confiança é como taça de cristal e em suas palavras: “trincou, fudeu”. E sim, eu concordo com ele. O que me deixou um pouco desanimada pra continuar a leitura.

        Ok, não foi só isso. A verdade foi que eu detestei o primeiro livro, pelos diversos motivos que citei na última resenha. E quando você não gosta do primeiro livro, ir para o segundo é muito complicado. Mas eu fui, desarmando-me de todos os meus preconceitos literários. E não foi tão traumatizante assim. Os personagens de Aconteceu em Veneza começam do mesmo que jeito que “Aconteceu em Paris”. Rob continua sendo o típico mocinho perfeito, Evie continua sendo uma mimada estranha, os dois continuam em uma fase de coito contínuo... E então, tudo muda. E foi aí que comecei a – finalmente! – respeitar Molly.

        Enquanto Aconteceu em Paris é um romance que tenta suprir as necessidades de conto de fadas, Aconteceu em Veneza mostra que príncipes podem não ser tão encantados assim, amizade sempre prevalece ao amor e o barman gostoso que te trata bem pode ser uma opção. E no primeiro livro, eu encontrei uma quebra na história. Tudo era sobre viagens e então, tudo passou a ser sobre Rob e Evie. Isso não aconteceu no segundo livro. Claramente, a história é sobre Evie, ela é a protagonista. É sobre suas dúvidas, sua vida, suas necessidades e seus medos que somos apresentados.

E foi aí que eu percebi o amadurecimento da autora perante o que ela escreveu. E no fundo, isso me deixou muito contente. Meu coração leitor ficou gratificado ao ver que ler o primeiro livro não foi um desperdício porque o segundo é, definitivamente, um bom livro. Que sim, possui certas piadinhas e te faz rir, mas também te faz pensar que você nunca deve abandonar sua liberdade por qualquer pessoa, seja ela quem for! Relacionamentos devem ser baseados em parceria, não dependência. Foi exatamente o que Sherry Argov escreveu em Por que os homens amam as mulheres poderosas: “Se você vender a sua alma por um relacionamento, você vai ter que pagar a conta depois”. E, em miúdos, foi o que meu amigo disse pra mim, depois de terminar com a namorada e deixar de ser babaca: “namoro é beijar na boca e ser feliz. Se for pra brigar e encher o saco, eu fico em casa vendo a novela com a minha mãe!"
É... eu concordo com ambos. 




Paloma Oliveira, Pam ou Café. A idade varia entre cinco anos, quando está com seu enteado e sessenta, quando acorda segunda-feira de manhã. Tem espírito italiano porque se tem algo que leva a sério é o Bel far niente! Apaixonou-se por história aos 14 anos, amor que segue até hoje. Nerd assumida e louca por Darth Vader, Don Vito Corleone e Sr. K. Seu coração literário bate mais forte por Dan Brown, Harlan Coben e A.M. Ben Noach.- Colunista

Um comentário :

  1. Oi Paloma !!!

    Eu não li nenhum dos dois livros,mas parece qe são boas leituras,mesmo com as ressalvas em relação ao primeiro livro,são histórias que devemos conhecer.

    Adorei sua resenha !!!

    bjsss

    Apaixonadas por Livros

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