Setembro Nacional - Entrevista com Maurício Gomyde

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Maiteí, índios


Como vocês sabe estamos este mês participando do Setembro Nacional. Por isso depois de mais de 2 anos que ele nos concedeu sua primeira entrevista aqui, resolvemos conversar com ele de novo. Muitas coisas boas aconteceram para o autor Maurício Gomyde, então confira esta entrevista.

TL: Bem, faz mais de dois anos que você nos concedeu sua primeira entrevista aqui para o blog. Sabemos que muita coisa aconteceu, conte-nos um pouco.


MG: Bom, de dois anos para cá o que mudou foi consequência de um trabalho que eu já imaginava fazer, que era o de lançar um livro por ano. Nestes dois anos, lancei meus dois últimos livros, que foram o "Dias Melhores pra Sempre", independente; e o "A Máquina de Contar Histórias", pela editora Novo Conceito.

TL: São 4 livros muito batalhados e lançados de forma independente. Agora o que você espera de seu primeiro livro em uma editora grande, com um selo especial para obras nacionais?

MG: O que é bacana de estar em uma editora grande é que a distribuição se torna algo palpável. A Novo Conceito possui um esquema de distribuição muito eficiente, e o livro está em lojas espalhadas pelo país todo. Isso é fundamental para que eu consiga atingir o público que antes, no independente, eu não conseguia. O trabalho nas redes sociais continua o mesmo, só que agora a turma pode ir até uma loja perto de casa e comprar o livro. Espero que, assim, eu consiga conquistar os leitores que antes ficava impossível conquistar.

TL: Qual é a diferença extraordinária para você, lançar um livro independente ou lançar por uma editora?

MG: Acho que as duas coisas têm seus lados positivos. O trabalho independente tem uma liberdade que, de certa forma, você não consegue ter em sua plenitude dentro de uma editora. Eu podia escolher quando e como lançar, por exemplo. Agora, preciso passar pelo crivo dos editores, respeitar os calendários, etc. Mas estar em uma boa editora é, como eu disse, pelo menos a garantia de que seu livro estará exposto. Daí, cabe ao livro ter a vida própria que o autor concebeu na mente.

TL: Neste momento parece que a autopublicação aqui está se impulsionando. Você acha que voltará a publicar da mesma forma?

MG: Pode ser que sim, pode ser que não. Não sei como serão as coisas, como será o mercado daqui a alguns anos. Hoje, estou tentando entender como trabalhar da melhor forma esta parceria com a editora. Mas não teria problemas em lançar sozinho, se fosse necessário.

TL: Em seu último livro " A máquina de contar histórias" o personagem principal, parece-nos um pouco seu alter-ego com algumas diferenças de vida. Há alguma verdade nesta nossa afirmação?

MG: Sim, claro. Eu sempre escrevo sobre coisas que conheço, porque acaba sendo um pouco mais fácil. Ter uma personagem que é um escritor é uma forma de eu colocar para fora "os bichos" que ficam remoendo dentro de mim. Falei muito, ali, sobre o processo de escrever, sobre o tanto que temos de abrir mão de outras coisas, sobre as consequências disso tudo. Gostei do resultado, acho que ficou do jeito que eu imaginava.

TL: Em suas histórias você reúne sempre seu universo musical com sua veia de escritor e por isso acaba criando histórias do dia a dia, porém com muita magia. Você acha que essa é a receita da boa escrita? Se é que há uma receita rsrsrsr...

MG: Não sei se é uma receita, digo, não faço assim de caso tão pensado. Mas a música é algo muito presente na minha vida, vendo de uma família de músicos. Eu sou músico! De tal forma que acho difícil dissociar as duas coisas, a escrita da música. Gosto de imaginar que o leitor vá sentir que em determinada cena importante da história uma canção que escolhi estará tocando. Acho que é uma experiência gratificante a mais para o leitor.


TL:Você nos anunciou outro dia que mudou totalmente o foco narrativo em seu próximo livro, que sai da terceira pessoa para a primeira. Neste sentido quais foram as principais dificuldades para você ao fazer isso?


MG: Não senti dificuldade em alterar. Eu já estava com uma boa parte deste novo livro escrita. E a decisão foi mais porque achei que, em primeira pessoa, teria uma carga dramática mais adequada ao que eu estou contando. Mas não tenho tanto hábito de escrever em primeira pessoa. Dos meus 5 livros, apenas um (Dias Melhores pra Sempre) foi assim. Espero que eu tenha feito a escolha correta... rs.
Beijos e muito obrigado pela oportunidade.

Muito obrigada Maurício Gomyde

12 comentários :

  1. Que ótima entrevista Verônica!
    Bom ficar sabendo um pouquinho mais sobre o autor.
    Pelo menos eu acho,que o reconhecimento de uma grande editora , como a Novo Conceito em publicar os livros de um autor,deve ser motivo de grande orgulho.
    E acho que é isso que o autor está sentindo.
    Em breve vou ler o livro A Máquina de Contar Histórias(que ganhei do seu blog),e conhecer a escrita do autor,que aliás,leio sempre bons comentários.

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  2. Adorei a entrevista!
    Estou louca p ler A Máquina de Contar Histórias! Pretendo comprá-la em breve! Fiquei ainda mais animada em lê-lo depois de saber q tem um montão do autor no personagem do livro!!
    hahaa
    Adoro esse lado mais biográfico!

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  3. Eu acabei de ler A Máquina de contar histórias e fiquei apaixonada pela narrativa do autor,quero demais ler os outros livros dele e adorei saber mais sobre ele e sua carreira.

    bjsss

    Apaixonadas por Livros

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  4. Estou lendo muitas coisas boas a respeito desse autor em vários blog e as promoções rolando do livro tbm ajudaram na divulgação! Fico feliz porque agora ele esta na novo conceito! Pelas divulgações que tenho visto percebi que ele é super simpático com com os fãs!
    Bjs

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  5. Espero que ele continue fazendo sucesso.
    A Máquina de contar histórias é um dos livros dele que tenho bastante vontade de ler.
    Desejo à ele tudo de bom e que continue lançando seus livros.

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  6. Oiie
    Conheci o escritor pela "A Maquina de contar histórias" e mesmo ainda não tendo lido só ouvi coisas boas sobre ele.Deve ser bem complicado o caminho até a Editora assim como permanecer nela mas se esse é seu sonho você tende a não desistir.Quero muito ler seus livros e assim ter uma opinião sobre eles.

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  7. Oie...
    Eu ainda não li o lançamento dele, mas vou ler logo, pois eu gostei muito do autor, ele é super fofo e ainda por isso gostei muito da sinopse do livro e das resenhas que vejo por ai.

    Abçs :)

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  8. Que entrevista incrível... Adorei a iniciativa, pois é uma excelente forma de conhecermos mais o autor, suas inspirações e obras.. Ainda não li nenhum livro dele, mas pretendo..
    bjs e fique com Deus

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  9. Nossa que entrevista maravilhosa, o Mauricio é demais, li O rosto que precede o sonho dele e não vejo a hora de poder ler outros livros, estou louca para ler A Maquina de contar historias ouvi dizer que o livro é maravilhoso.
    Beijos *-*

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  10. Oiiiiiiiiii galera, linda entrevista com o Mauricio, o conheci depois de ler A máquina de contar histórias (e ter amado) e corri pra conhecer este autor nacional e descobri vários outros livros que super me interessaram, agora vou querer todos rrsrsr

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  11. Fiquei muito feliz quando soube que Mauricio estava na NC. Posso ter a ousadia em dizer que isso foi sorte da Editora. Porque o trabalho riquíssimo que ele está fazendo, está levando muitos benefícios a NC. O autor, como sempre, muito simpático e prestativo.

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  12. Nossa vi a resenha do livro dele A Máquina de Contar Histórias e fiquei mto curiosa quero mto ler parece bem interessante. amei a entrevista.

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