Coluna da Paloma - A Menina Que Semeava

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Nossa colunista Paloma Oliveira sempre trazendo uma dica de leitura de forma muito descontraída e bem humorada. Vamos ver o que ela achou de A menina que semeava.


A menina que semeava

Nunca gostei muito de sick-lit. Na verdade, eu não gosto de sick-lit e esse é um dos motivos por eu não gostar do Nicholas Sparks.  Eu sei que ele tem outros livros, mas Um amor para recordar ficou de verdade em minha cabeça. Mas, essa não é a questão. Vamos devagar pra ver se vocês acompanham minha mente insana.
Eu nunca conversei sobre câncer. Na verdade, eu nunca gosto de pensar sobre esse assunto. Deixa-me muito deprimida saber que existe uma doença que consegue destruir tudo que vê pela frente e incluo nesse grupo tanto glóbulos brancos quanto a sanidade das pessoas. Sendo ela doente, ou não. O câncer é algo tão intenso que você só precisa ler essa palavra pra sentir-se mal. É pesado, é difícil, é destrutivo. Por que alguém gostaria de falar sobre ele?
Eu sempre fugi de temáticas como essa, como um aracnofóbico foge de aranhas. Mas era um pouco impossível não pensar nisso quando eu morava em frente ao INCA. Muda de canal, vai pra outra parte da livraria, passa pra outro filme. A primeira vez que me deparei com sick-lit  pensei que talvez, os autores só usavam esse tema como artifício para chamar atenção de pessoas que já estavam tão machucadas e queriam um pouco de esperança, e consequentemente, eles iriam conseguir sucesso com isso.


Tudo mudou quando eu li A Culpa é das estrelas. Eu fiquei um dia inteiro trancada no meu quarto pensando em como a vida é injusta e, por que meu Deus, essa doença existe. Eu só citei essa obra porque foi ela que mudou minha visão sobre sick-lit. A mesma coisa aconteceu com A menina que semeava, mas de uma forma muito mais especial.
Chris Astor é um homem maduro, um botânico bem-sucedido, mas, especialmente, um pai amoroso. Sua filha – Becky – é, para ele, seu maior e melhor projeto. Mas a garota, tão amada, tem câncer.
O que pode um pai quando sua filha foi acometida por uma doença assim, nociva? Como diminuir o sofrimento de uma criança tão amada?
Apesar de sua agonia, Chris encontra uma maneira mágica de acolher sua menininha. Para que ela se recupere bem, e mais rapidamente, ele cria um mundo paralelo, cheio de fantasias, histórias e personagens maravilhosos que parecem ter o poder milagroso da convalescença.
E nada no mundo, nem sua sanidade, nem seu trabalho, nem mesmo sua mulher serão obstáculos para a determinação deste pai que só tem o propósito de ver sua filha feliz.
Uma história sobre desespero, esperança, invenção e descoberta que ultrapassa qualquer razão, qualquer limite, enquanto você revê tudo aquilo em que acredita.”.
A menina que semeava parou em minhas mãos para acabar com esse meu grande “pré-conceito” com os sick-lits existentes. Isso não é marketing. É puro amor paterno.
O autor conseguiu pegar todo amor e esperança paterna de ver sua filha feliz, pegou todo desespero de uma mãe para ver sua filha curada e a inocência de uma adolescente que sabe que está doente e quer se abraçar a qualquer esperança que tiver.
Some isso – acredite, tem mais! – a um mundo de conto de fadas. Um mundo criado por uma criança que quer ser feliz. Um reino em que tudo é azul com cheiro de framboesa e chocolate! E sim, algumas vezes eu sinto cheiro de framboesa e chocolate e me traz um certo  sentimento de esperança.
E eu já falei algumas vezes aqui, mas eu sou realmente apaixonada por livros que me conseguem me prender. Livros em que eu fico presa na história, que eu não a esqueço, que mesmo que se passem anos, uma hora eu verei algo irá me remeter à narração. Algumas vezes eu lembro pelo livro ser muito ruim ou extraordinário e é isso que aconteceu com A menina que semeava.
Não é um livro que você vá esquecer com facilidade. Da mesma forma, é o tipo de livro que vai te fazer pensar sobre o que é sanidade mental, o que é magia e até onde você iria por um filho. Não importa no que você acredita, mas no que ele acredita. O que você faria pra deixá-lo feliz e tranquilo.
Foi uma experiência extraordinária visitar Tamarisk e conviver com personagens tão incríveis por 416 páginas e que eu sem dúvida alguma levarei por um bom tempo no meu coração leitor. Eu realmente espero que vocês aproveitem tanto quanto eu aproveitei.

Beijos, beijos e até a próxima! 

3 comentários :

  1. Nossa Paloma, que resenha linda! Você me deixou eletrizada. Eu confesso que também nçao gosto deste gênero literário. Mas, não por preconceito e sim por que não tenho uma estrutura muito boa para ler sobre sofrimento. Talvez por já ter passado por pouca e boas na vida, tenho receio de sofrer com mais alguma coisa. Mas, ao ler sua resenha me senti viajando com você para o universo deste livro. E sim, assim que possível irei ler. Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

    ResponderExcluir
  2. Realmente, essa história é incrível! E o final? Jesus amado :')


    Beijos,
    Caroline, do criticandoporai.blogspot.com

    ResponderExcluir
  3. Eu não imagina que esse livro fosse assim tão intenso,eu me emocionei com o seu texto,e fiquei louca para ler o livro.

    Eu não sou muito fã de sick-lit,mas pode parecer loucura,adoro me emocionar e chorar com um livro...

    bjssss

    Bianca

    ApaixonadasporLivros

    ResponderExcluir

A Tribo Participa

Get your own free Blogoversary button!

PUBLICIDADE


Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.


Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

Tribo Apoia

Top Comentaristas

Widget by: Code Box

Clique