Coluna da Paloma - As Vantagens de ser invisível

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Maiteí, índios
Hoje a coluna da nossa querida Paloma, traz uma dica de um livro que virou filme. Confira.




            Mais uma obra lida por livre e espontânea pressão que me surpreendeu.

            O livro é uma coletânea de cartas escritas por Charlie, um adolescente que com o decorrer do tempo e a leitura das cartas vamos descobrindo sobre. Logo de início ele disserta sobre o sentimento mais visto na vida adolescente e que quase ninguém discute, a montanha-russa. É tão comum, que mesmo o livro começando em 1991, toda a geração 90 se identificou. A montanha-russa sentimental é quando você tá triste. Mas aí, fica feliz. E dorme chorando. Mas acorda sorrindo. E isso deixa nós jovens atordoados, porque... Caramba, o que está acontecendo aqui? Charlie diz que é feliz. Mas simplesmente não sabe se gosta da sua vida. Drama adolescente? Uhum.

É muito estranho começar esse livro porque nas cartas, Charlie considera um leitor como amigo, mas ainda somos desconhecidos. Com o decorrer da história, nos acostumamos com seu jeito muito sem jeito, super infantil e ao mesmo tempo sentimental e inteligente. Charlie é de uma sensibilidade emocional que impressiona. Seu único desejo é fazer todo mundo feliz, sem entender porque isso não acontece.

É a conhecida e mais complicada passagem do ser humano depois da vida pra morte. A adolescência não acontece de um dia pra outro, mas ainda assim é um número de mudanças atordoantes pra acontecer em um ou dois anos. E nem venha me falar de “Oh meu Deus, pelos em meu corpo!”. Esse livro é sentimento. Ele é todo baseado nisso. Ir pra uma escola em que você não conhece ninguém, odiar a escola com todas as forças do seu ser, o primeiro amor, o primeiro encontro, o primeiro beijo, sentir-se só em uma turma de 35 alunos, a vontade de sentir o infinito... Isso é adolescência. 


Mas não só sobre adolescência em geral. No livro, observamos casos de abusos e a grande confusão da sexualidade, em pleno 1991, uma época em que ser gay era um tabu bem maior do que hoje em dia.

Eu realmente fiquei com um pouquinho de preconceito quando comecei o livro porque achei Charlie um pouquinho retardado. Mas aí, lembrei que era outra geração. A nossa geração – ou a atual, ou a minha – cresce muito rápido, afinal informação tá aí pra quem quer. Hoje em dia as crianças nascem andando e pedindo um Iphone. E o livro mostra uma história de descoberta mais lenta que me deixou atordoada.

Não sei se o fato da descoberta ser mais lenta torna a vida mais fácil ou mais difícil. Mas, lendo esse livro, descobre-se que não importa a geração, o tempo, a idade. Adolescência é difícil pra todo mundo...

“Depois que terminei, fiquei deitado na cama olhando para o teto e sorri porque o silêncio era muito legal.”

Viu? É esse tipo de comentário que você lê e pensa qual inocente esse personagem é. Mas aí você para e nota que sim, o silêncio é legal e você nunca teve tempo para perceber isso.

Eu digo que fui pressionada a ver esse filme porque quando se faz um filme e coloca-se Ezra Miller (LINDO, AMOR, VIDA, TUDO S2), Logan Lerman e Emma Watson... é quase uma obrigação ver. E como raramente vejo o filme antes de ler o livro... E ainda bem que não o fiz. Apesar de ser um pouco chocante de vez em quando, ele continua sendo absolutamente adorável e tornou-se meu livro de consulta – junto com Comer, rezar e amar, rs – para eventuais momentos de perder a cabeça...

Paloma
Curta, comente, confira. Até a próxima

Um comentário :

  1. Oi Paloma, eu gosto muito da sua coluna. Você tem um jeitinho todo seu para falar de suas leituras e isso é muito legal.
    Eu ainda não li este livro e nem assisti ao filme, mas lendo suas impressões deu para entender bastante da história.
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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