News#20 - no mundo dos livros

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Um legado a duas vozes  Fonte: O Estado de S. Paulo - 04/02/2013 - Por Rinaldo Gama, Antonio Gonçalves Filho e Maria Fernanda Rodrigues
A Martins Fontes já tinha publicado mais de mil títulos quando seu fundador, Waldir Martins Fontes (1934-2000), ex-funcionário da Petrobrás, para surpresa dos filhos, saiu-se com esta: "Um dia ainda vamos ser uma editora". Não foi uma boutade do editor, mas uma observação que iria guiar os passos de Alexandre (1960) e Evandro (1961). O patriarca pretendia com isso alertá-los para a importância de sedimentar um catálogo de excelência em lugar de se ocupar com best-sellers. Assim, a Martins Fontes cresceu lançando long-sellers, livros que vendem lentamente - e atestam a seriedade de seus editores. Esse catálogo, que tem autores como Roland Barthes, Henry Bergson, Michel Foucault, Herbert Read, Mircea Eliade e tantos outros pensadores e intelectuais, começou a ser construído por um homem simples, cuja escolaridade não foi além do supletivo. Num dia 31 de dezembro, Waldir Martins Fontes pediu demissão da Petrobrás e começou a vender livros de porta em porta. Pouco tempo depois, em janeiro de 1960, aos 25 anos, abriu, na cidade de Santos, sua primeira livraria, batizada com o nome da família. Posteriormente, fundaria uma distribuidora e, enfim, a editora Martins Fontes - cujo primeiro título, O Corpo Tem Suas Razões, livro de Thérèse Bertherat, saiu em 1977.


Livro retrata Freddie Mercury como inseguro - Fonte: Folha de S. Paulo - 02/02/2013 - Por Thales de Menezes
Freddie Mercury - A Biografia Definitiva (Best-Seller, 492 pp., R$ 59,90), da inglesa Leslie Ann Jones, não consegue justificar o pretensioso título, mas tem atrativos. [...] Uma questão sempre colocada ao relatar a vida do artista é contemplar dois lados distintos e atraentes de sua história: o sucesso com o Queen e a vida sexual sem freio, culminando na morte em decorrência da Aids. A autora alcança um bom equilíbrio, o que deixa a narrativa fluir entre estúdios, shows e festas da pesada, mantendo o interesse pelas quase 500 páginas. O que compromete um pouco a obra é uma preocupação excessiva em justificar o comportamento de Mercury fazendo relações com passagens de infância e juventude, num exercício desinteressante e rasteiro de psicanálise.




Ficção científica de Michael Crichton - Fonte: PublishNews - 29/01/2013 - Por Redação
Autor de Mundo perdido, e O parque dos dinossauros, o norte-americano Michael Crichton escrevia Micro (Rocco, 416 pp., R$ 49,50 – Trad. Márcia Frazão) quando faleceu, em 2008. Finalizado pelo escritor Richard Preston, conhecido por suas tramas sobre bioterrorismo, o livro revela um universo pequeno demais para ser visto, mas perigoso demais para ser ignorado. A trama começa no sofisticado e selvagem mundo das grandes corporações. Em um escritório trancado nos arredores de Honolulu, no Havaí, três corpos são encontrados, sem quaisquer sinais de luta a não ser cortes ultrafinos no corpo. A cena do crime não tem instrumentos ou armas capazes de produzir tão estranhos ferimentos, nem sinais de invasão ou arrombamento. Espionagem industrial, assassinatos, ganância e traição são os elementos de fundo da ficção científica.


Concursos literários são ponto de partida para novos escritores  - Fonte: Folha de S. Paulo - 28/01/2013 - Por Adriana Farias
Aquela redação escrita na sala de aula ou a poesia rabiscada numa noite em claro podem ganhar visibilidade por meio de concursos literários, capazes de dar o pontapé inicial na carreira de quem quer virar escritor. No ano passado, ao menos 312 concursos de poesias, contos, romances e crônicas foram abertos no Brasil, segundo mapeamento do escritor Rodrigo Domit, 28, criador do blog concursos-literarios.blogspot.com. "Viabilizar uma obra para um autor iniciante é caro, por isso os concursos são a melhor opção", afirma. O escritor João Paulo Hergesel, 20, não pode ouvir falar em concursos literários: seus dedos ficam inquietos e a cabeça vai a milhão. Nascido em Sorocaba, mas criado em Alumínio, a 79 km de São Paulo, ele já participou de mais de 200 concursos. Ganhou 60 deles. Como resultado, teve textos publicados em nada menos que 25 antologias. As porcelanas e os porta-retratos que antes decoravam a sala da casa onde mora deram lugar a livros, troféus, certificados e menções honrosas. Prêmios em dinheiro foram três, totalizando R$ 3.500.


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