Literatura Brasileira ou Nacional?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013


 Brasileira = Que nasceu ou vive no Brasil, que é do Brasil; típico desse país ou de seu povo (terceira entrada do Dicionário Caldas Aulete Online)
Nacional Pertencente a uma nação ou próprio dela ( primeira entrada do Dicionário Caldas Aulete Online).

O escritor e historiador francês Ferdinand Denis diz que:o aspecto nacional coincide com o espaço vivido e representado, a inspiração criadora precisa provir do lugar de onde se escreve a fim de afirmar a sua autenticidade. Neste comentário ele está referindo-se a literatura brasileira  do início, onde alega que estava impregnada dos modismos e práticas europeias. Como antes, há hoje uma discussão acerca disso, pois muitos não consideram a nova literatura, os novos autores autênticos, com uma firmeza nacional e historiográfica.

Em relação a Afrânio Coutinho, um dos maiores estudiosos da teoria literária: 
"O estudioso Afrânio Coutinho, ao longo de alguns textos reunidos sob o título Conceito de Literatura Brasileira em 1959, pondera sobre a história da literatura brasileira, realizando uma retrospectiva das metodologias e das teorias utilizadas até aquele momento. Nesse trajeto, o autor comenta, indiretamente, pressupostos de Ferdinand Denis tais como foram ditos por ele e, analogamente, tais como foram recebidos por outrem. Assim, Afrânio Coutinho propõe um conceito de literatura brasileira através de uma profunda consciência da fortuna historiográfica anterior a ele e de uma pormenorizada reflexão sobre ela, elegendo tanto um caráter nacional remodelado como uma outra origem literária.
A discussão central de Afrânio Coutinho, embora jamais abandone o campo literário, possui um caráter marcadamente culturalista. A literatura, para ele, faz parte de um complexo cultural mais amplo que é, ao mesmo tempo, produto e produtor de um homem específico. Dessa maneira, o surgimento de uma literatura brasileira está profundamente ligado à formação de um ser brasileiro, de práticas e de sensibilidades características, que se [re]construiu naquele espaço geográfico"
http://www.mafua.ufsc.br/numero14/ensaios/rafaelbarbosa.htm

Você está se perguntando. Por que estou falando isso?

Algum tempo atrás fui ao um workshop e um editor de uma editora muito conhecida, alegou que não investia ainda nesta nova literatura nacional que está surgindo, porquê a mesma não oferecia nada de novo. Que o que estava por aí era cópia do que se escrevia lá fora e que muitos destes autores nem sequer se esforçavam para criar em seus enredos cenários nacionais, ou que pelo menos se aproximassem da cultura brasileira.
Confesso que me intrigou profundamente, então comecei a ler mais livros desta que chamaríamos a nova literatura. Realmente constatei que muitos autores, – nem todos gente, diga-se de passagem –, repetem este modelo estrangeiro e algumas histórias não se passam nem aqui. Por outro lado, há uns tantos outros que buscam paisagens nossas, que nos são conhecidas ou não, para ambientar suas histórias. Independente disso, é possível crer que o importante é "saber escrever", criar um enredo, uma trama; que a leitura nos seja agradável.

Em Novembro passado, nosso blog juntamente com + 6 blogs parceiros organizamos o evento Ciranda de Escritores, evento este que reuniu autores nacionais que estão trilhando um caminho e seguindo em frente. Um dos autores que participou foi Maurício Gomyde que alguns dias atrás deu uma notícia importantíssima na Blogsfera,  que seu segundo romance Ainda não te disse nada, será publicado em inglês. Já pensaram o que pode vir a significar para outros autores? O Ciranda de Escritores é um projeto nosso e que temos a total intenção de seguir em frente.


Ainda no âmbito de divulgação desta nova literatura temos a pouco lançado o Projeto Brasil Literário da escritora Adriana Vargas. Esta autora, juntamente com outros escritores veem há anos batalhando por um espaço de reconhecimento. Enfim, o que precisamos é tentar compreender os espaços literários, para transformá-los em espaços geográficos eficientes, produtivos e bom para todos, mas sempre em prol da leitura e da literatura.

Por isso me pergunto e pergunto a vocês. Será que o fato de tais histórias nem sempre passarem exatamente aqui pode complicar ainda mais o interesse das editoras?


Bem, há muito o que pensar sobre isso. Mas por aqui no Tribo do Livro que é o espaço do eclético, ficamos sempre tentado fazer nossa parte. Em vista disso, copiando a ideia de uma amiga blogueira  Elimar Souza, do  blog Alquimia dos Romances, resolvemos fazer uma "semana" ou mais de nacionais. A partir de hoje e ao longo dos próximos dias publicaremos somente resenhas nacionais. Já no gatilho da leitura, estamos com três praticamente lidos e a primeira resenha será publicada hoje. Será do livro O rosto que precede o sonho do nosso querido escritor brasiliense Maurício Gomyde; temos ainda Os Recados da curitibana Gabriela Brandalise; Tapete Vermelho M.S.Fayes, que será lançado em Brasília dia 19 fevereiro. Confira a postagem sobre este lançamento AQUI. Abaixo segue uma lista dos que pretendemos ler, mas ainda em dúvidas, pois infelizmente não dará tempo para ler todos agora:

A Fórmula da Vida- Adriana Igrejas;
Agridoce- Simone O. Marques;
Angellore-A conspiração divina -Gabriela Venâncio Ruas;
Carmela  e Lorenzo - Rubens Conedera;
Limiar- entre o céu e o inferno - Elaine Velasco;
Louca por Você- Fernanda Belém;
Marcada a Fogo - Josy Tortaro;
Outono dos Sonhos - Adriana Brazil;
Presságio - O assassinato da freira nua - Leonardo Barros;
Redenção- Lívia Lorena

Bem é isso pessoal. Comentem , deixem sua opinião.

21 comentários :

  1. Faz uma votação para decidir quais ler! :D

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  2. Olá, Verônica.

    Como sabe, já tenho alguns romances juvenis publicados e todos são ambientados na cidade onde nasci e ainda resido. Na verdade, é algo inevitável para mim. Quando crio as situações dos personagens, costumo imaginá-las em lugares pelo quais já passei. E sabe o que é melhor de tudo? Os leitores sempre acabam se identificando com essas situações! rs

    Teve uma leitora daqui da minha cidade que entrou em contato comigo encantada ao reconhecer cenários e se sentir, de certa forma, especial em vê-los eternizados em meu livro.

    Também fui surpreendida por uma homenagem durante a entrega do Prêmio Baixada Fluminense 2012, por valorizar nossa região em minhas histórias.

    Enfim, escrever sobre brasileiros em sua própria terra é agradável, divertido e recompensador.

    Espero que com toda essa movimentação em prol da literatura nacional, possamos encontrar novas histórias de conteúdos também nacionais.

    Ótimo post.

    Saudades.

    Beijos

    Nanda Meireles

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  3. Oi, Vê!
    Sabe, escrever é uma coisa tão difícil, tão existencial, tão intrínseco. Às vezes você fica meses em cima de uma página ou um capítulo ou de um personagem. E o escritor faz isso não pensando em ganhar dinheiro (porque no Brasil livro não dá dinheiro, é fato), mas para se expressar. Pelas definições que li no post, com certeza meu livro não é nacional. Mas uma coisa que eu me pergunto é: será que o escritor, como artista, deveria castrar suas influências, sejam elas orientais ou ocidentais, deveria calar sua voz e obrigar-se a seguir um determinado caminho na página, obrigar um personagem a andar por São Paulo e não por Paris, só para que a sua literatura seja entitulada de nacional? Escrever deve ser algo libertador e não um cárcere. Eu, particularmente, não me sinto na obrigação de ser ou de fazer absolutamente nada quando sento para escrever. Eu não quero ser nacional nem estrangeira. Porque é uma catarse. Quando leio Gabriel Garcia Marquez ou Saramago ou Fernando Sabino ou qualquer outro autor da minha estante, eu não fico pensando se ele é brasileiro ou se ele é belga. Porque a literatura deve ser universal. Os conflitos humanos, a angústia, a perda, os amores, não estão restritos à fronteiras. Quem sou eu pra prendê-los em uma terra específica? O que eu quero é escrever. Só isso.

    Mas lógico, essa é a minha opinião baseada no que eu sinto, não em pesquisas ou teorias.

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  4. Eu pessoalmente, concordo em parte com o editor citado. Acredito que se somos brasileiros, temos que escrever sobre o Brasil. Machado de Assis não deixou de ser universal ao narrar suas histórias citando a Rua do Ouvidor, Morro do Livramento e outros lugares que todo carioca conhece. E assim, além de contar histórias, deixa um retrato do Rio de Janeiro do século XIX, com seus costumes e sobre os seres humanos que o habitavam. A visão do escritor sobre o que o cerca engrandece a literatura e a torna única e realmente brasileira. Lógico, que se o escritor se dedica à ficção científica ou fantasia, a história então não precisaria ser no Brasil. Ela teria um mundo fantástico ou um outro planeta como cenário. O mesmo ocorre com a literatura estrangeira.
    Mas um escritor brasileiro escrever uma história que se passa nos Estados Unidos, por exemplo, sem nunca ter vivido lá, parece apenas um sintoma de alienação. É como reproduzir todos os filmes americanos a que assistiu e livros estrangeiros que leu. É em parte aceitar que o mundo é mais bonito e interessante lá. Como reclamar de um leitor que só gosta de literatura estrangeira, se o escritor está produzindo uma literatura estrangeira dentro do Brasil? Cenário internacional por cenário internacional, é preferível o original, não acham? E o que dizer de histórias que se passam no Brasil, mas que parecem retratar uma realidade alheia? Será que o escritor vive em uma redoma de vidro? Há até mesmo os que tem todos os personagens com nomes estrangeiros. Como assim? Um ou outro, tudo bem... Sabemos que brasileiro adora colocar esses nomes nos filhos, mas todos? Nenhum João? Nenhuma Lúcia? Parece-me muito artificial.
    O que sempre me agradou profundamente na literatura brasileira eram justamente a realidade nacional, a presença de cenários brasileiros, personagens brasileiros, o linguajar ao gosto da terrinha... Sempre gostei de viver aventuras em lugares próximos, porque isso tornava a aventura mais real e parecia que podia acontecer comigo.
    Peço desculpas se algum autor não gostar do que estou dizendo. É a minha opinião, não quer dizer que estou certa, quem sou eu? Mas se esse critério não for válido para a questão editorial, com certeza o será no futuro, para a questão histórica. Não posso deixar de dizer, como professora de Literatura, que todo nome estudado como grande em nossa Literatura teve como critério de escolha sua representatividade brasileira, o quanto aquele autor conseguiu emprestar de nossa nacionalidade às Letras.

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  5. Verônica, acho que isso é algo muito complicado de ser analisar e discutir, porque cai numa questão simples: o que o leitor quer. A maioria dos blogs aos quais sou parceira e acompanho são dedicados a literatura de entretenimento, que tem como objetivo nos fazer sonhar e divertir. Alguns autores nacionais estão se dedicando a esse mote, e tem se dado bem. Outros, com o perdão da palavra, ainda não se encontraram. É por isso que não participo abertamente de nenhum movimento coletivo nesse sentido. Eu faço propaganda daquilo que gosto. E tem vários autores do momento que não consegui ler nem um capítulo do livro. Segundo entendi, para alguns não adianta o livro se passar no Brasil se ele segue a fórmula da literatura estrangeira, sendo aquele "modelão" ao qual os leitores estão acostumados. Mas ser for o modelão que a pessoa procura? Sou Historiadora e tenho uma bagagem de leitura pesada e complicada de se assimilar. Leio Saramago e Lispector numa boa, mas no geral, quero mesmo é curtir uma aventura ou uma estória de amor daquelas bem melosas mesmo, para fazer passar o tempo e aliviar o coração. Já levei porrada de autora nacional por ter falado abertamente que não curti de seu livro, e percebi que não valia a pena apoiar um grupo onde membros não aceitavam abertamente as críticas, dando pedradas em que falou apenas o que sentia. Com isso, vou levando meu blog e minhas opiniões bem devagar, sem estresse, porque no final, só o que vale a pena mesmo são as amizades que a gente faz na blogsfera. O resto, a gente vai levando. BJS!

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  6. Muito bom o post!
    Para ser sincera eu tinha muito preconceito quando se falava em literatura nacional, por muito tempo meu conceito de nacional era apenas Machado de assis e a Séria Vaga-Lume - que por sinal são ótimos- até que resolvi buscar os novos escritores brasileiros e me surpreendi de forma positiva, na verdade foi sem querer, acabei esbarrando com os livros do André Vianco, que é super nacional nos fazendo ir de uma ponta a outra do país, daí em diante busquei outros autores. Não me importo se a história se passa no Brasil ou em outro país, mas confesso que prefiro o cenário nacional, logo depois que li um dos livros do Vianco fui para o Rio de Janeiro pela primeira vez e foi bem legal ficava passando pelos locais que ele retratou no livro e comentando com minha família que já tinha passado por lá kkkkkk foi bem divertido.

    Bjs
    Jéssica
    Lilian & Jéssica

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  7. Olá Verônica,

    está havendo um "boom" literário no Brasil. Todo mundo é escritor. Eu posso dizer de cadeira, pois comecei no meado da década de 90, a minha dificílima carreira de escritor profissional. Época esta, que a internet era uma promessa de comunicação mundial. Ninguém fazia ideia como ela iria funcionar.
    Blogs, redes sociais, sites etc eram "marcianos" para nós. Nem celular tínhamos. Parece engraçado, mas era assim mesmo que era tal da web, um sonho.
    A nova literatura brasileira está se estruturando, está procurando a sua identidade. Muitos começaram a escrever por modismo de livros de fora e as tais fanfics (nem sei se escreve assim)desses mesmos livros em blogs. A necessidade de continuação da fantasia, fez criar na mente de leitores e futuros escritores essa vontade de "matar a saudade" com a própria criação caseira.
    Muitos ainda estão no modismo: vampiros, anjos, zumbis e agora o sex-hot. Conheço alguns escritores,que lançaram seus livros e não sabem que tema abordar mais a frente.
    Outros estão fazendo, como cópia estrangeira, livros em sequência. Com uma diferença, lá fora a editora já paga os direitos autorais por todos os livros da série. Aqui, quem paga são os autores.
    Quero que fique bem claro aqui, que eu não sou contra a nenhum dos métodos mencionados acima por mim. Apenas estou fazendo uma análise clara da influência externa na criação literária daqui do Brasil.Cada um escreve o que quer, pois é assim que se concebe a arte.
    Uma vez me perguntaram o que eu achava dessa enxurrada de livros nacionais no mercado. Eu respondi o seguinte: "Chegaremos no momento da separação do joio e do trigo" O que eu quis dizer com isso? Muitos não irão resistir a profissão de escritor, pois terão o primeiro livro publicado e acharão que só aquele basta, para a profissão. Sendo bom a obra, terá cobranças de se fazer mais e mais enredos. Sem técnica de escrita, não vão durar muito tempo. Sem especialização, padecerão na síndrome do papel branco no texto.
    Temos ótimos autores e autoras no Brasil, de alta qualidade de texto, mas só ficarão aqueles que criarem um estilo próprio de escrita.
    Como eu disse antes, teremos a Nova Literatura Brasileira. Para conquistar o mundo, precisamos de uma "bossa nova literária", para que olhem para nós com mais respeito.
    Muitos enchem a boca para dizer, que Machado de Assis é o clássico da literatura. Isso hoje, mas peguem os jornais do século XIX e leiam as críticas literária que faziam a ele. É a mesma que estão fazendo a nós hoje. Eu acredito que iremos surpreender e muito, mas deverá haver de nossa parte, me incluo nela, mais profissionalismo e seriedade na escrita.

    Bem, é isso que eu acho. Espero ter respondido a pergunta.
    O tempo nos dará a resposta certa.

    Edson Gomes
    http://edprod.wix.com/psquico

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  8. Se um leitor termina uma história minha com a sensação de que valeu a pena ter passado o tempo que passou com o livro nas mãos, então a missão foi cumprida. Se ele se emocionou, se riu, se chorou, se imaginou-se como a personagem ou se até quis matar de raiva o escritor, qualquer sensação boa, a missão foi também cumprida. Nesse contexto, se a história se passa no Brasil, fora dele, se tem partes cá ou acolá, tanto faz. Minhas histórias se passam no Brasil por opção, porque gosto de falar sobre o que conheço. As cidades que cito fora do país são as que já fui também. Mas não critico quem escreve tendo em mente um cenário que não conhece, que está em outro país. Palavras têm o dom de provocar a emoção que fronteira alguma é capaz de impedir. Acho que os editores vão começar, sim, a prestar atenção maior nos escritores nacionais porque há muita gente boa escrevendo bons livros. Tem público pra todo mundo, e hoje acho que o "preconceito" é bem menor que há alguns anos. Tenhamos paciência e escrevamos bons livros. Do resto encarrega-se o tempo.

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  9. Oi Vê!
    Eu concordo com o Maurício!
    O meu livro não menciona o lugar que se passa porque eu quero que o leitor de SP se identifique tanto quanto o leitor do RJ e de outras regiões. Mas eu entendo essa preocupação, realmente há autores que ambientam suas histórias no exterior, mas se for uma boa história, eu me permito que meu espírito se afasta das fronteiras brasileiras.
    O meu novo livro se passa nos EUA, por questão de contexto ideológico e político, espero que ele não caia na classificação de "cópia" do estrangeiro.
    Acho que os grandes editores deveriam estar mais preocupados com a qualidade do texto e com o potencial do autor.
    Adorei a reflexão que você abriu aqui na Tribo.
    Estou com saudades.
    Beijos!

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  10. Eu não me ligo muito se a história se passa aqui ou fora do País, o que acho importante, é que o autor escreva bem, que ele saiba do que está falando. Que pesquise muito para que não sejam pegos em gafes históricas ou de ambientação. Gostaria que as editoras, dessem maior atenção na diagramação e nas revisões de livros brasileiros, pois a sensação que tenho, é que as revisões quando são de livros nacionais ficam muito a desejar. O que interessa realmente ao leitor e falo isto porque sou uma leitora de muitos anos e de gosto eclético. Leio de tudo um pouco, desde clássicos até os mais simples. O que importa mesmo no final é se a história te prendeu e se te fez viajar... Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  11. Oi Veronica. Dificil abordar esse tema e não ser polêmico. Antes de eu começar com o blog se um apessoa me perguntasse se eu lia autores nacionais, eu diria que não. Mas nesse ultimo ano eu descobri coisas realmente gostosas de ler. Se o enredo se passa em São Paulo ou na França pra mim não importa. Se ´romance florzinha ou um livro de vampiros... não me incomoda. Gosto de uma trama bem escrita e que me prenda com leitora. Já li livros nacionais ruins sim, mas li estrangeiros que teria vergonha de falar que li também. Adorei o seu post. A forma de abri novos horizontes na maneira de pensarmos. Tô gostando muito dessa nova coluna. bjs
    Eykler

    www.aghridoce.blogspot.com.br

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  12. Eu gosto de livros bem escritos,independe de quem ou de que nacionalidade o autor é,mas sei que nem todos pensam assim.. claro que as editoras lançam aquilo que é vendável,como a Elimar falou elas investem no que o leitor quer,cabe a nós,consumidores vorazes de livros mostrar as editoras que sim,queremos ler nacionais!!!

    Estamos na luta juntas!!!

    Sempre incentivando os autores nacionais!!!

    bjss

    Bianca
    http://www.apaixonadasporlivros.com.br/

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  13. Eu sou de igual opnião como a da Lia, eu tb não ligo se o local é do nosso Brasil ou se é de fora, eu adoro conhecer novos lugares e situações e cada livro tem sua peculiaridade.
    òtimo Texto..

    beijos mila

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  14. Oi, Verônica!

    Apoio a ideia, muito boa a sua iniciativa! Eu estive presente no evento Ciranda de Escritores e adorei, foi muito bom. Acho muito válido apoiarmos os autores nacionais, pois eles precisam da nossa divulgação para conquistar cada vez mais leitores e ganhar mais espaço no Brasil, não importando se suas estórias se passam em território nacional ou estrangeiro.

    Beijos!

    Natalia Leal
    http://www.paginas-encantadas.blogspot.com

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  15. Sinceramente eu concordo com a Gaby Branda. Não considero aceitável que para uma obra ser considerada nacional o autor tenha que se restringir a escrever suas histórias no seu país de nascença. Isso é a mesma coisa que limitar a criatividade o que, para mim, não tem nada a ver com ser escritor.
    Bj, Aris.

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  16. Oi Ve!! Acho que não importa ser nacional ou internacional, o que importa é ser bem escrito, ter conteudo, começo, meio e fim.
    Existem excelentes autores nacionais e também existem outros que são tão ruins que fica até complicado falar. Entretanto isso é exclusividade nossa? Não! isso acontece aqui e fora daqui. A maior diferença na minha opinião é o incentivo dado para os autores nacionais e os internacionais. Infelizmente, como ocorre com diversos outros "produtos", muitos julgam que os importados são bem melhores.
    Se meu comentário ficou confuso me desculpem, mas estou tão confusa quanto ele, kkk.
    bjs

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  17. Oi Verônica,
    desculpe a demora em me manifestar....só agora pude ter um sossego singelo...
    Olha...eu estou com o colega de profissão e cidade, Mauricio Gomyde.
    Eu acho que se uma pessoa leu o livro e se sentiu tocada de alguma maneira por ele, já valeu o esforço e o sacrifício de tê-lo escrito.
    Eu curto ambientar minhas histórias em outros países. Mas amei colocar uma personagem que represente a brasilidade de nossas heroínas. Acho que o importante deva ser o fio condutor da história. É obvio que qdo lemos e nos identificamos com algo, nos sentimos parte daquilo. E eu acho que minha influência vem dos milhares de romances estrangeiros que eu leio...o vício compulsivo em ler , me tornou uma escritora compulsiva em tentar alcançar o ideal do mercado editorial mais fodástico do mundo: o dos USA. Isso é fato....sentimos na pele quando as próprias editoras nos inibem por sermos o que? autores nacionais. Nacional, brasileira, pra mim dá na mesma. Eu sou uma autora nacional. Represento o mercado editorial do nosso país como tantos outros. E tentamos loucamente fazer com que eles nos enxerguem tão bem qto enxergam os autores estrangeiros. Amo Carina Rissi. Pra mim ela não perde em absolutamente nada para outras autoras super mega famosas...mas o que a torna ainda desconhecida para tantos? a falha no sistema, a falha no nosso mercado. É culpa dele, não nossa querer alçar voos mais longinquos e querer se equilibrar num patamar top tipo Nora Roberts e acabar recebendo a inspiração de autores de fora...nossa....fui totalmente louca agora? tipo...ambigua? desculpa...bjuuuu
    Obrigada pela resenha, viu?

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  18. Rapidamente vou deixar minha opinião sobre o assunto. Dividirei em tópicos para facilitar a leitura.
    1 - Escrever definitivamente é muito sofrido para que o autor tenha que se preocupar também com a falta de liberdade. Se for escrever, seja livre. Como diria Raul Seixas "faça o que tu queres há de ser tudo da lei".
    2 - Acho muito difícil falar em alienação para escritores que desejam escrever sobre outra realidade, estrangeira no caso. Afinal de contas, a nossa realidade de país corrupto, sem educação, falta de saúde e inúmeros outros problemas, inclusive relacionado ao comportamento/cultura (jeitinho brasileiro, por exemplo) nos mostra que ser alienado é ser patriota. Ou seja, não seria tolice valorizar um país que nem se quer nos valoriza?
    3 - Outro critério importante: o tema que será abordado no livro. Se o autor desejar descrever sobre um tema que tem como plano de fundo uma época ou cenário, que não tem como se passar no Brasil. Então ele não pode se limitar. Exemplos. Máfia Italiana, Belle Époque, Guerras Mundiais, Revolução Russa, etc, etc e etc. E ai falar desses temas sem citar o Brasil é ser menos brasileiro? Não acho.
    4 - Definitivamente o ponto máximo dessa questão é saber escrever uma boa história. Não importa aonde ou quando ou com quem, importa a capacidade criativa e qualidade da escrita... não tem quem segure um autor genial.

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  19. Rapidamente vou deixar minha opinião sobre o assunto. Dividirei em tópicos, quatro, para facilitar a leitura.
    1 - Escrever definitivamente é muito sofrível para que o autor tenha que se preocupar também com a falta de liberdade. Se for escrever, seja livre. Como diria Raul Seixas "faça o que tu queres há de ser tudo da lei". A proposito Raul Seixas por compor em inglês ou por gostar de Elvis não foi menos brasileiro.
    2 - Acho muito difícil falar em alienação para escritores que desejam escrever sobre outra realidade, estrangeira no caso. Afinal de contas, a nossa realidade de país corrupto, sem educação, falta de saúde e inúmeros outros problemas, inclusive relacionado ao comportamento/cultura (jeitinho brasileiro, por exemplo) nos mostra que ser alienado é ser patriota. Ou seja, não seria tolice valorizar um país que nem se quer nos valoriza?
    3 - Outro critério importante: o tema que será abordado no livro. Se o autor desejar descrever sobre um tema que tem como plano de fundo uma época ou cenário, que não tem como se passar no Brasil. Então ele não pode se limitar. Exemplos. Máfia Italiana, Belle Époque, Guerras Mundiais, Revolução Russa, etc, etc e etc. E ai falar desses temas sem citar o Brasil é ser menos brasileiro? Não acho.
    4 - Definitivamente o ponto máximo dessa questão é saber escrever uma boa história. Não importa aonde ou quando ou com quem, importa a capacidade criativa e qualidade da escrita... não tem quem segure um autor genial.

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  20. Venho primeiramente dizer que a imaginação e a criatividade, ferramentas fundamentais no mundo do escritor, são juntas a chave mestra que compõem uma obra. É, na minha opinião, de total e desprovida imaginação aquele que se limita a escrever sobre os espaços geográficos e culturais que conhece ou faz parte. Ora, não é a imaginação a melhor parte do mundo do escritor? Não é com ela e através dela que se criam mundos em obras magníficas no mundo literário? Não se precisa ter vivido em determinado ambiente para se desdobrá-lo em uma obra. Se fosse assim, não existiriam livros nos quais os acontecimentos ocorrem em espaços fora do planeta Terra. Não se necessita estar em Marte para escrever uma historia que se passe nele. Alguns grandes escritores não viveram em determinados espaços para escreverem sobre eles, exemplos:
    1) Alice no País das Maravilhas
    2) Admirável Mundo Novo

    Eu vejo como uma contradição e posteriormente uma errônea necessidade de " ver para escrever". Temos que lembrar que a imaginação e a criatividade, juntas, criam mundos tão complexos que tem vida por si só nos livros.
    OS LIVROS SÃO UNIVERSAIS
    A ARTE É UNIVERSAL
    Não devemos separar a nossa imaginação por linhas ou continentes.

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