Crônicas do Vagão Feminino #3

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013


Nora Roberts, Dezesseis Luas, Cidade dos Ossos....e flauta peruana

Bem, hoje não vou falar de chateações, porque nem só de histórias, digamos de desrespeitos vivem o vagão feminino, rsrsr... Às vezes acontecem coisas bem legais. Por hábito mesmo em horários diferentes costumo viajar nele.  Como já expliquei para vocês, há os horários específicos onde eles são para uso exclusivo das mulheres. Mas outro dia em um horário por volta da hora do almoço, normalmente neste período os trens andam menos cheios , aconteceu uma  coisa inusitada.


Neste horário é maravilhoso ler, quando não tem nenhum mal-educado ouvindo música bem alta sem fone. Mas e quando é música ao vivo? Foi isso o que aconteceu, a antes deu falar sobre isso, neste  mesmo dia os livros que estavam sendo lidos eram  A Villa, da Nora Roberts; duas lendo Cinquenta Tons de Cinza, esse não sai das mãos da mulherada;  uma lendo a Sociedade da Neve  eu não li esse, mas é sobre aquele avião que caiu na Cordilheira dos Andes anos atrás, ele é contado pela perspectiva dos dezoito sobreviventes; dois meninos lendo Cidade dos Ossos, uma menina lendo Dezesseis Luas e eu estava lendo Garota Tempestade que discretamente chamou atenção. Parei e fiquei pensando, essa coisa de que as pessoas não leem é um campanha para subverter o outro. Gente, nos últimos tempos, vejo tantas pessoas lendo e no trem, vocês podem imaginar isso? Vejo pessoas lendo em pé em um trem cheio, eu mesma faço isso. Quando não dá para sentar, leio de pé e vou seguindo. Não acredito nesta história, há muitos mais pessoas lendo podem ter certeza.





Voltando a música, neste mesmo dia invadiu o vagão um trio.de "cantantes," pessoas, tocando uma música muito boa. Aprecio demais a flauta peruana, principalmente quando alguém sabe tocá-la direito, pois não é fácil. A flauta peruana chama-se "zampoña" que no espanhol é uma deformação da palavra "sinfonia". Bem, o trio se chama Água de Luna e eles estão por ai divulgando o melhor da música popular e folclórica da América Latina. Eles vão de vagão em vagão e tocam pelo menos três músicas, e ao final na falta de alguém aplaudi-los, eles mesmos se aplaudem,  vendem o CD a R$10,00, infelizmente  não pude comprá-lo, mas creio que haverão outras oportunidades, pedi para tirar uma foto está ai debaixo.



Estão vendo, nem só desacordos passam no vagão feminino. É verdade que o que relatei acima, foi em um horário diferenciado, mas mesmo assim coisas legais também acontecem no trem. Valeu, espero que gostem!!!

6 comentários :

  1. Adorei Vê, nossa deve ter sido legal heimmm
    Eu gosto deste estilo de música ^^
    Agora, quanta variedade de livros no vagão heimmm... eu leio no onibus, mais não daria para ler em pé, eu iria me atrapalhar toda..
    E no meu onibus quase não vejo pessoas lendo :(

    beijos Mila

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  2. Infelizmente isso é raro Verônica. Acho até que o governo do Rio deveria incentivar ações como essa no final de semana, onde músicos e instrumentistas pudessem tirar um troco tocando para os transeuntes. Seria uma boa...

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  3. Oi Veronica. Adoro essa coluna. Que bom que as pessoas estão lendo mais.E que variedade de livros, hein?! Música bem tocada é sempre bom de se ouvir. Esse trem tem muita historia pra contar ainda. bjs
    Eykler

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  4. Muito legal essa troca entre culturas!!!

    Eu adorei a ideia da Elimar,imagina que legal seria???

    fico imaginando você no trem,fazendo anotações e ainda pedindo para tirar fotos!!!

    Blogueiro sofre mesmo.


    ADOREI o post dessa semana!!!

    bjsss

    Bianca

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  5. Oi Ve, coluna ótima como sempre. E fiquei feliz de ver que também rola boa música e muita leitura no trem! Muito legal isso. Eu aprecia esta música peruana. Ali no bairro do Méier sempre tem chilenos e peruanos tocando e vendendo os seus Cds. A minha mãe comprou uma vez e adoramos. Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  6. Olha, onde moro que é aqui em Recife.
    As vezes sobem artista como esses, ticando musicas
    belas em trocas de uns tocados. Não são peruanos e sim os regionais.
    bjs

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