Butterfly

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Butterfly
Kathryn Harvey
Editora Universo dos Livros

Tradução:Cristina Tognelli
ISBN:9788579303494
Ano:2012
Páginas: 520

Sinopse
No andar de cima de uma loja exclusivamente masculina na Rodeo Drive existe um clube privado chamado Butterfly, um espaço em que as mulheres são livres para expressar suas fantasias eróticas mais secretas. Somente as mulheres mais belas e poderosas de Beverly Hills são convidadas a entrar: Jessica, uma advogada que suspira pela época em que os homens eram machos e as mulheres satisfaziam seus prazeres; Trudie, uma construtora que quer um homem que a desafie, em todos os sentidos e sem tabus; e Linda, uma cirurgiã que usa máscaras para desmascarar os desejos que esconde até de si mesma. Contudo, a mais misteriosa de todas as mulheres é a que criou o Butterfly. Ela mudou o nome, o sotaque, até mesmo o rosto para esconder sua verdadeira identidade. E agora está prestes a revelar seu passado para concretizar a obsessão secreta que a levará além do êxtase...


Resenha por Ver Sobreira


Precisando um príncipe de saber usar bem o animal, deve tomar como exemplo a raposa e o leão; pois o leão não é capaz de se defender das armadilhas, assim como a raposa não se sabe defender dos lobos. Deve, portanto, ser raposa para conhecer as armadilhas e leão para espantar os lobos.
Niccolo Maquiavel

Com a chuva de onda erótica que se instaurou na literatura é difícil achar algo que não seja repetitivo, mas de vez em quando encontramos tramas admiráveis. Venho afirmando em minhas últimas resenhas que envolvem temas eróticos, que aqui para nós é uma espécie de modismo se é que podemos ver por este prisma, porém lá fora é uma literatura que tem potencial de leitura. É claro que há mercado específico e por isso encontramos "lixo" e coisas boas e surpreendentes. Então vamos acrescentar Butterfly as coisas boas, diga-se de passagem muito boa.

Sexo, política, a venda de fé e a passagem para o paraíso pelo melhor preço.

Butterfly não é uma trama especificamente erótica e sim pontuada por erotismo e sensualidade. Na verdade a trama principal deste livro está permeada por intrigas, política e de uma certa forma religião. Este livro não é só a história de algumas mulheres que vão se divertir em um clube muito sofisticado dirigido somente a elas. Ele retrata também de forma muito crua e direta a ascensão do que posteriormente seriam as igrejas eletrônicas nos EUA. O curioso é perceber como Deus tem um preço, e é só você saber o quanto pagar.

Rachel, prostituída ao 14 anos; Linda, uma cirurgiã competente; Alexis, uma pediatra; Jéssica, uma advogada da indústria do entretenimento; Trudie, uma construtora em ascensão; Beverly, uma rica filantropa; Carmem, uma contadora brilhante e Maggie, uma secretária executiva. Algumas delas nunca se viram, porém todas estas mulheres estão ligados a uma reação em cadeia que atende pelo nome de Danny Mackay. Tudo começa no início da década de 1950 e  serão 35 anos de histórias interligadas. O jovem Danny Mackay construirá um império, mas para isso arrasará tudo que se interpor em seu caminho, sem nenhum escrúpulo ou piedade. E ele é impulsionado nada mais, nada menos que pelo Príncipe de Maquiavel.

E o Butterfly, onde entra nisso tudo? É um clube exclusivo para mulheres, são associadas com toda discrição. Lá toda fantasia vira realidade, as mulheres são amadas, reverenciadas, adoradas. Mas que mistério envolve a criação e a quem pertence este clube?  Em um  momento que há uma marcha da Igreja da Boa Vontade contra a depravação e a pornografia. Quem se arriscaria a criar um lugar deste tipo? Principalmente para satisfazer aquelas que sempre foram tratadas como objeto por uma sociedade chauvinista.

(...) as mulheres estão pagando por sexo. É um fenômeno de nossa liberação, desde que a pílula nos deu liberdade sexual. Quem haveria de pensar, vinte ou trinta anos atrás, que haveria revistas sexuais para mulheres , como  a Playgirl, ou clubes de striptease?(...) Isso só serve para provar o que temos clamado o tempo inteiro: que as mulheres querem o mesmo tanto de sexo que os homens (...) pág. 433

Narrativa impressionante, bem construída e alinhavada. Personagens interessantíssimos, as histórias paralelas de cada um se chocam transformando-se num todo. Uma leitura que tem prende e por vezes você quer largar o livro e não consegue. O toque de real é tão intenso que você se perguntar se provavelmente em algum momento aquilo possa ter ocorrido. Todos os personagens vivem em uma situação limite, da qual querem se livrar para serem felizes e plenos. O enredo se edifica de uma forma simples, porém trata de histórias complexas.

Em resumo, o que você encontrará ao ler este livro não é uma história somente excitante por ter em seu tema algumas conotações eróticas, e sim por ser uma trama muito bem organizada e eletrizante. Recomendadíssimo. Não deixem de ler Butterfly.

Observação: Pessoal soube que trata-se de uma trilogia, porém este livro não deixa margem para isso, então não se preocupem em lê-lo e ficar ansioso com a continuação. Deve ser uma daquelas que tem histórias independentes que se relacionam, porquê realmente não acredito que iriam deixar o clube se perder. =)

10 comentários :

  1. Oi Verônica, dá para sentir, que você realmente gostou do livro. Fiquei bastante curiosa e vou ver se consigo ganhar de Natal, quem sabe? kkkkk
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  2. O Vertônica, dá pra sentir bem o quanto ocê gostou do livro. Eu tenho muita ontade de ler Butterfly e depois dessa resenha não vou escapar. Valeu. bju
    Eykler

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  3. Sei lá... Fiquei me perguntando se eu vou gostar desse livro. Fugiu um pouco do que estou acostumada a ler. Se eu achar numa promo, eu compro...

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  4. A capa chama a atenção. Não gosto muito de capas com fotografias, mas esta ficou bonita :-)
    Bj, Aris.

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  5. A sinopse me lembrou uns livros que eu lia antigamente, tipo Harold Robbins e Jacqueline Briskin. Se for, vai me trazer boas recordações!

    Bjs

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  6. Eu adorei a dica...
    Gosto de livros que te prendem e parece que tem um ótimo pano de fundo, eu fiquei bem curiosa com a sua resenha, senti também um pouco de mistério no ar.. gostei..

    bjs
    Mila

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  7. Adorei a sua resenha, já ouvir falar desse livro. A capa, eu achei muito linda *-* A primeira vez que eu vi a capa, eu pensei: Butterfly? Como assim? A garota é uma borboleta? kkkkk. Juro que pensei assim, mas ai, depois eu li a sinopse, e vi que era um nome de um clube. A historia parece ser interessante, gostaria muito de ler esse livro.

    Beijos, Andressa.

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  8. Verônica, comecei a ler ontem. Eu troquei o 50 Tons de Cinza que ganhei de amigo oculto e já tinha, sem ter conseguido temrinar de ler. Pelo Butterfly, do qual não sabia nada, mas cuja capa me encantou. Confesso que tive que lutar para soltar o livro, pois não queria largar a leitura. Achei uma resenha que criticava muito e agora encontrei a sua que confirmou a impressão que tive, neste comecinho de leitura. Vou ler até o final e depois partilho com vc minha opinião. Bjs e obrigada.

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  9. Um dos melhores livros que eu li nesses últimos seis meses. Simplesmente Maravilhoso. Concordo com a resenha,pois Butterfly não deveria ser classificado como erótico, e sim um história de vingança, superação e conquistas. Vale muito a pena ler!!


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  10. eu nao sei pois consegui ler a trilogia dos 50 tons em 15 dias e adorei. mas esse nao consigo ler duas paginas que durmo acho um pouco cansativo a narração, acho que gosto mas de quando os proprios personagens contam a historia acho que é isso a historia parece interessante mas da maneira que é passada é cansativa estou na pagina 25 e nao consigo mas ler comprei achando uma coisa mas agora achei outra acho que vou trocar obrigada pela critica pois acho que o livro é muito rico em historia so por ser narrativo que me desagradou boa noite

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