Dia do Índio

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Índios,
Como somos a Tribo, não podíamos descuidar desta data, não é mesmo? E falando de literatura temos que falar de um grande romancista, José de Alencar. Que se aproprio deste tema e escreveu três romances considerados históricos ou indianistas. São eles: O Guarani (1857), Iracema (1865) e Ubirajara (1874) o primeiro foi transformado em ópera pelo maestro Carlos Gomes.
Mas, vamos primeiro falar um pouco sobre o dia do Índio.


A comemoração do dia do Índio faz homenagem a uma ampla diversidade de povos que tiveram papel fundamental na formação cultural e étnica da população brasileira. Estando aqui muito tempo antes dos colonizadores europeus e dos escravos africanos, a população indígena desenvolveu uma rica cultura formada por diversos costumes, línguas e saberes que ainda se mostram vivos no interior da sociedade brasileira.(...)Somente no século XX, algumas políticas começaram a ser implantadas no sentido de promover a integração dos índios à sociedade brasileira. Apesar das boas intenções percebidas nesses esforços, muitos dirigentes e representantes do Estado não conseguiam ver uma política adequada que efetivamente respeitasse as peculiaridades que constituem a população indígena. Por muito tempo, o índio foi colocado sob a tutela do governo, configurando uma espécie de “cidadão menor”1.Por Rainer Sousa Mestre em História

Sobre a Literatura Indianista  

A literatura dita indianista tem em José de Alencar, seu representante mais expressivo. O  Guarani e Iracema  são romances que relatam a estreita relação entre o homem branco e os "primeiros habitantes" desta terra que depois de Ilha de Vera Cruz , Terra de Santa Cruz, finalmente Brasil. Já Ubirajara, considero um pouco mais complexo, pois podemos perceber uma leve influência shakespeariana neste romance, que envolvem conflitos entre os Tocantins e os Araguaias e, é claro que o amor,  também é a força motriz e um dos principais motivo do conflito.


Iracema


A 'virgem dos lábios de mel' tornou-se símbolo do Ceará, e o filho, Moacir nascido de seus amores com o colonizador branco Martim representa o primeiro cearense, fruto da integração das duas raças.

A relação amorosa entre a jovem índia e o fidalgo português Martim, domina toda a obra.

Toda a força poética do livro advém dessa relação amorosa; o demais, a saber, a natureza, a bravura selvagem, a lealdade do índio etc.., são elementos já tratados em O Guarani e posteriormente em Ubirajara. Por outro lado, a ação é reduzidíssima, o que dá ao livro um notável espaço lírico de que se valeu Alencar para escrever sua obra mais poética; A desorientação inicial de Martim, jovem fidalgo português, que se perdera nas matas... O surpreendente encontro com a jovem índia... A hospitalidade do selvagem brasileiro... O ciúme do guerreiro.... O amor entre os representantes das duas raças; Iracema e Martim... A nostalgia de Martim por sua terra natal, suas viagens e a tristeza de Iracema com a mudança inesperada de seu amado... O nascimento de Moacir, filho de dor, e a morte de Iracema...

Resolvemos citar Iracema, pois este romance é o exemplo da mais pura entrega ao amor. Sem conceber os riscos, Iracema, que guardava um segredo especial de seu povo doa-se de formar abnegada a Martin. As consequências deste amor levam a virgem do lábios de mel à morte. Porém, para ela, a morte não é algo ruim e sim um ato de amor irrefutável por Martin.

Hoje é dia de Índio!

Um comentário :

  1. perdi o meu iracema =/ eu tinha quando era pequeno iracema e o guarany

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