Por Favor, Cuide da Mamãe

terça-feira, 13 de março de 2012

Please Look After Mom
Kyung-Sook, Shin
Editora Intrínseca

Tradução: Flávia Rössler
ISBN: 9788580571325
Ano: 2011
Páginas: 236

Sinopse
Park So-nyo, 69 anos, mãe de cinco filhos, desapareceu. Ao chegar a Seul para visitá-los, saindo de sua aldeia com o marido, com quem é casada há mais de 50 anos, ela é deixada para trás em meio à multidão em uma plataforma da estação de metrô. Como fez a vida toda, ele simplesmente supôs que a esposa o seguia. Essa é a última vez em que Park é vista. Começa então a procura, liderada pelos filhos e o marido, que se transforma em uma exploração emocional repleta de remorso e marcada pela triste descoberta de uma mulher que ninguém nunca conheceu. Narrado pelas vozes de uma filha, de um filho, do marido e da própria mulher desaparecida, Por favor, cuide da Mamãe é, ao mesmo tempo, um retrato da Coréia do Sul contemporânea e uma história universal sobre família e amor.


Resenha por Gio Vaz

O livro e capa são lindos.

As personagens são descritas com muita emoção a partir de pequenos momentos cotidianos do passado de uma família. Cada um desses acontecimentos nos traz mais uma característica significativa de seus membros e nos introduz pouco a pouco a cultura coreana. A “Mamãe” descrita por seus filhos e por seu marido é uma mulher diferente de acordo com a visão e o laço afetivo de cada um. É uma mãe que já estava se apagando de suas vidas mas eles só foram se dar conta disso quando ela sumiu de vez.

O desaparecimento faz com que a família comece não somente o resgate de uma senhora de 69 anos, como também de suas lembranças, um retorno a vários períodos, um encontro com sentimentos de remorso e muitos segredos. Vem à tona a percepção de que a mãe foi uma mulher que por toda a vida amou incondicionalmente seus filhos e cumpriu todos os seus deveres como esposa. Uma mulher que se apagou por eles. A cada página o leitor sente mais e mais vontade de atender ao pedido do título, de cuidar dessa mãe.

“Somente depois que Mamãe sumiu você percebeu que as histórias dela estavam acumuladas dentro de você e eram intermináveis.” p.229

A narrativa não apela ao sentimentalismo. A história é contada com delicadeza e muita riqueza. O capítulo de abertura é narrado por sua filha, a terceira dos cinco filhos, para si mesma:

“Quando tinha sido a última vez que você conversara com Mamãe sobre algo que lhe acontecera? Em determinado momento, você e Mamãe haviam começado a conversar só sobre coisas simples.” p.39

As palavras “você” e “Mamãe” convidam o leitor a se sentir parte da família. O capítulo seguinte fala do primogênito, porém a narrativa é em terceira pessoa. Já o terceiro é narrado pelo marido. Essa troca de vozes de primeira para terceira pessoa se mistura no final do livro num coquetel de emoções.

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