A linguagem das flores

terça-feira, 6 de março de 2012

The Languange of Flowers
Vanessa Diffenbaugh
Editora Arqueiro

Tradução: Fabiano Morais
ISBN: 9788580410174
Páginas:304
Ano: 2011

Sinopse
Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção. Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi  Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder.
Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular.
Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então, ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram.
Em seu livro de estreia, Vanessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça,  A linguagem das flores é essencialmente uma história de amor  – entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio.


Resenha por Ver Sobreira

A linguagem das flores é uma  história essencialmente de amor como a própria sinopse diz. Mas também é a história da busca de si mesma que a personagem Victoria Jones faz para compreender-se; tentar entender  quem ela é, e o porquê de toda sua inquietude, revolta e até ódio para com a humanidade, ela se considera uma misantropa. Incapaz de amar e ser amada – segundo ela –, passou exatamente por trinta e dois lares adotivas até ser considerada inapta para adoção. Porém, uma assistente social Meredith, ainda acreditava que podia ajudá-la e eis que surge Elizabeth, a única pessoa que ela amou verdadeiramente confiou e quis ficar. Por razões que ao longo da narrativa vão se revelando, descobrimos o porquê quase um ano depois ela é manda de volta para um lar só de meninas e permanecerá lá até os dezoito anos quando será emancipada e ficará por sua conta .


À princípio considerei a história um pouco depressiva, até cogitei largá-la. Depois fui conhecendo e compreendendo melhor a personagem  passando assim a gostar da  narrativa em si. É um drama, por isso muito lento no início. Mas compensa lê-la, porque também é uma história de autodescoberta do mundo  e do ser humano por alguém que não acreditava em nada e em ninguém. Victoria é solitária e quando vai viver com Elizabeth vislumbra uma vida de possibilidades e começa a aprender e dar valor as coisas. Porém, há sempre dentro de si o medo de que algo vai dar errado. Como de fato dá.

Oito anos mais tarde, quando ela é emancipada, vai viver em um pensionato por conta da assistente social, mas é avisada que tem três meses para arranjar um  emprego e se estabelecer. Só que Victoria quer viver uma vida de apatia, a única coisa que a tira deste estado são as flores e a linguagem a que elas remetem. A partir daí a narrativa ganha outros contornos, pois a personagem não se encaixar em lugar algum. Até que um dia conhece Renata, uma florista e em sua vida surgem  desafios dos quais ela tenta fugir.

Ao conhecer um rapaz misterioso no mercado de flores, seu passado volta "a cavalo", em verdade trata-se de um reencontro. Tal reencontro traz consigo a possibilidade do amor e de uma família verdadeira, e isso deixa Victoria apavorada,  a fuga é sempre o melhor caminho para ela. Ela  não gosta de contar com ajuda de ninguém, mas um acontecimento inesperado a fará ceder por um curto tempo. O principal obstáculo da vida dela é ela mesma.

Como já havia mencionada a narrativa é lenta, porém cheia de curiosidades que instigam que você não largue o livro. Vanessa Diffenbaugh, em seu livro de estreia criou uma história primorosa e encantadora. Não diria propriamente que Victoria Jones é uma heroína, mas é uma personagem que te cativa ao longo da leitura. No começo da narrativa você fica um pouco com raiva das coisas que ela faz; depois você passa a entendê-la e consegue observar a complexidade da personagem diante da vida, passa a entender seus medos. A rejeição e o abandono que ela sofreu a vida toda, fez dela que ela é. Mas ela descobre e nós leitores também, que não é isso que a defini.

A linguagem das flores é uma história de amor, principalmente do amor entre mãe e filha. É a história da capacidade de amar  que todo ser humano tem, mas que às vezes não é suficiente. É sobre o medo de amar e deixar ser amado. Sobre aceitar o amor que alguém te oferece sem pedir nada em troca. O final não é surpreendente, até um pouco óbvio, mas você pode se perguntar. Será que ela conseguirá ultrapassar suas dúvidas e seus temores? Bom é isso, mais um vez recomendo. Leiam!

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