Entrevista - Tammy Luciano

terça-feira, 27 de março de 2012

Índios,
Nossa entrevistada é com a escritora e atriz, Tammy Luciano, que já tem alguns livros publicados e agora acaba de lançar pela Editora Novo Conceito/Jovem, Garota Replay, que já está bombando nas livrarias.
Nós já falamos um pouco sobre ela aqui no blog, porém agora vamos conhecer um pouco mais sobre a carreira dela.

A atriz, jornalista e escritora  Tammy Luciano é a autora de Garota Replay.  Carioquíssima, Tammy já foi colunista em importantes veículos de comunicação, fez curso de roteiro em Washington, D. C., trabalhou na Idea Television, além de ter feito várias participações em peças e novelas, como Uga-Uga, Laços de Família, Senhora do Destino, Caminhos do Coração, e episódios do Linha Direta e A Grande Família. A atriz escreveu os livros “Fernanda Vogel – na passarela da vida”, “Novela de Poemas” e “Sou Toda Errada”. Costuma dizer que não bebe, não fuma, mas é viciada em uma caneta. Considerada um símbolo midiático das redes sociais, em 2011, a Tammy participou do Programa do Jô e em outubro do mesmo ano, o filme “A Rua Daqueles Homens”, com roteiro produzido pela escritora foi selecionado para o Cine Cufa 2011, com exibição no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil).


TL: É meio chato perguntar o óbvio, mas quando você soube que queria ser escritora? E sua carreira de atriz, ficará pelo caminho?

TM: Oie, obrigada pelo convite. Bem, escrevo desde novinha, sempre amei, mas antes era uma maneira de ser mais feliz, sem nenhum caráter profissional. Jamais imaginei ser escritora e nunca disse que seria. A vida foi me fazendo escritora com o tempo. Primeiro escrevia nas agendas, depois crônicas, poemas, peças de teatro, foi tudo gradual... Até que uma Crônica sobre a modelo Fernanda Vogel me fez receber convite para escrever o livro "Fernanda Vogel na Passarela da Vida". Hoje, escrever livros é uma maneira de ser feliz e também minha profissão. Sou formada em Artes Cênicas e Jornalismo, estudei muito, dei aula durante 12 anos de teatro, então jamais serei ex-atriz, mas estou feliz com o sucesso dos livros e curtindo muito esse momento com meus leitores. O lado atriz coloco nos vídeos que gravo para o Crônica Falada e o Clipe de Poesia no www.youtube.com/tammyluciano Eu também estou com um projeto para voltar ao teatro com um texto meu, mas ainda estou tentando acertar a agenda.

TL:. Como você vê atualmente a Literatura Brasileira Contemporânea com muitos autores sendo lançados?

TM:Penso que esses autores já estavam por aí, mas agora o foco aumentou. Meu primeiro livro saiu em 2003 e lembro que conheci vários escritores nas Bienais que participei, mas é triste dizer que existia um certo clima de pedinte quando o assunto se referia aos autores nacionais. Hoje sinto que está mudando. Estamos ganhando mais espaço no coração das pessoas, nas livrarias e nas editoras. Sou a primeira escritora brasileira do Selo Novo Conceito Jovem e espero que os autores que olham minha história percebam que vale a pena lutar, que algo de bom acontece sim. Meu agente mandou meu livro para a Novo Conceito na cara e na coragem, porque acreditávamos no livro. Deu certo. Não importa a nacionalidade do autor. Importa a pessoa escrever com paixão, acreditar no seu projeto. Se você é do bem, tem humildade, ama o que faz, o retorno chega.


TL: Sabemos que Garota Replay não é seu primeiro livro publicado. Mas, qual a sua expectativa em relação a ele?

TM: É o meu quarto livro, mas cada um traz algo diferente. O "Garota Replay" apresenta um novo momento carreira, onde estou me sentindo em paz com o trabalho, sou contratada da Novo Conceito e sempre sonhei em ser de uma editora grande que valorizasse minha carreira. Todos na Novo Conceito acreditam muito no livro, estão apostando em mim e curtindo muito o retorno positivo do livro, apesar do pouco tempo de lançado. Espero que os leitores amem o livro e a expectativa é viajar o Brasil divulgando-o e que, claro, ele seja comentado positivamente pelos leitores.

TL: A história de Thizi é interessante do ponto de vista que dá vários toques em garotas nesta mesma fase que ela. Mediante isso, o livro é inspirando em algum acontecimento ou alguém em específico?

TM: Não gosto de dar lição de moral nos livros, mas nas entrelinhas acabo tocando em assuntos importantes. No caso de ‘Garota Replay’, falo do consumo excessivo de bebidas ligado à irresponsabilidade na direção... São temas que não queria deixar passar. Muitos jovens morrem todos os anos em acidentes de automóveis, por puro desrepeito à vida. Lembro sempre da Aninha, uma aluna de teatro, tinha 16 anos, pegou carona com uma conhecida e morreu de maneira brutal depois do carro bater em um poste. Ela, integrante de um espetáculo que eu dirigia, estávamos perto da estreia, causou um enorme trauma no grupo. Como diretora, a ouvi dizer, dias antes, que queria estar na peça de qualquer jeito. Com seu falecimento, mudei o nome para "Os sonhos de Ana" e decidi passar um trecho da cena que gravara com ela atuando para que sentíssemos sua presença na apresentação. A família esteve presente na estreia e senti como se tivéssemos realizado o sonho da Ana.

TL: Houve alguma dificuldade para criar algum personagem? Perguntamos isso porque eles são tão próximos da realidade carioca.

TM: Gosto de criar o universo das minhas histórias no Rio de Janeiro, porque é a cidade onde moro e me sinto mais segura para retratar. As personagens chegam de maneira muito intensa na minha cabeça e tenho uma visão bem clara de como são, o que gostam... Quando estou escrevendo o livro, as personagens são como pessoas que eu conheço, andam, falam na minha cabeça, até que termine o livro... Rs Depois é como se eles virassem aquelas pessoas que convivi em algum momento forte da minha vida e deixei de encontrar, mas sei que estão felizes. A sensação de entregar o livro para os leitores mexe comigo. Não choro quando termino, pelo contrário, mas é como começar a me preparar para uma festa, fico em estado de glória, torcendo para saber o que cada pessoa vai achar da história.

TL: Há algum personagem em especial que é inspirado em alguém ?

TM: Não exatamente. O começo tem um pouco de mim. Um dia saí para dançar e vi uma garota na pista de dança parecida comigo e fiquei pensando em uma história com uma garota que encontrasse outra igual. Não tinha ideia que viraria "Garota Replay" e poderia dar o que falar. Todo o resto da história é invenção. Não tem semelhança com a minha vida. Acho curioso quando as pessoas ficam achando que estou falando de alguém que conheci. Posso até saber o que a personagem sentiu em determinado momento de dor, mas me recuso a fazer dos meus livros a minha biografia. Qualquer semelhança com a vida real é mera coincidência mesmo...

TL: Thizi Skouvkz Siter Aluci? Rsrs... Nos fale um pouco sobre este nome.

TM: Demorei segundos para inventar. Enquanto escrevia, veio na cabeça. Como tinha sentido naquele momento um nome bem diferente, achei que cabia. O sobrenome Siter veio de sister, irmã em inglês, e foi uma sútil homenagem para minha irmã Shelly Luciano, para quem o livro é dedicado. Curto nomes diferentes e queria um sobrenome inexistente mesmo. Tenho um texto infantil que se chama ‘Krikilin rima com Ziripin’. É a história de dois bonecos, a Krikilin e o Ziripin que estão velhos e serão jogados na lata do lixo, mas não querem se separar da sua dona, a menina Bianca. No caso de "Garota Replay", queria que a personagem tivesse um nome diferente. Amo me chamar Tammy e saber que não existem muitas por aí. No livro que estou escrevendo atualmente, a personagem também terá um nome exótico, acho que ajuda inclusive os leitores a identificarem a história.

TL: Você pretende dar continuidade a personagem Thizi em outras situações?

TM: Por enquanto não. Apesar do retorno positivo que apesar do pouco tempo o livro já está recebendo, não pensei em dar continuidade. Só farei uma série quando a história realmente me envolver para isso. Tenho muitas ideias na cabeça, muita história para contar, mas não sou contra, acho que se o autor acha que cabe, que rende, sem que isso seja forçar uma barra, é válido. Sei que os leitores amam séries, mas não farei enquanto não achar que o livro merece muito. E pode ser que isso nunca aconteça. Não sei dizer.

TL: Costumo dizer que livros também são lidos nas entrelinhas. Em Garota Replay, é possível perceber uma certa "alfinetadinha" a sociedade emergente do Rio de Janeiro. Você crê que através das histórias, sejam elas ficção ou não-ficção, é também papel de um livro discutir os rumos que o mundo está tomando? Pergunto isso porque sou partidária de que até a ficção deve nos ensinar algo.

TM: Não posso passar batida das coisas que vejo. Convivo com todo o tipo de pessoa, sou uma observadora do mundo, gosto de ter contato com a vida, escutar o mundo e poder contar o que vejo nas histórias. Sou de andar na rua, conversar com as pessoas, e infelizmente também conheço gente metida que acha que pode e deve ser nojentinha. Aquele tipo de gente que se acha a mais bonita, porque é rico, tem poder, corpo sarado e simplesmente não percebe o mundo, não quer saber, está acima de tudo, manda, paga. Eu me sinto no dever de contribuir para melhorar o caráter das pessoas. Sei que é um trabalho de formiguinha, quando vejo o Jornal Nacional, tanta gente matando por nada, metendo a mão no dinheiro público... Dá uma certa preguiça, mas nunca vou desistir de dar minha contribuição para melhorar o mundo.

TL: Para terminar. Você acredita que os blogs literários ajudam na divulgação ou não de um livro?

TM: Muitooooo! Acredito demais e tenho um carinho enorme pelos blogueiros. Fiz até uma Crônica em homenagem para vocês: http://www.youtube.com/watch?v=VhwhApMQoQI Os blogs são muito positivos na divulgação dos livros. Levantei inclusive a bandeira de que não vejo mal nenhum alguém criar um Blog para ganhar livros. Se a pessoa quer ganhar livros para ler, sinal que ama demais a literatura. Os blogueiros me apresentam para ainda mais leitores e meus leitores são valiosos na minha vida. Agradeço demais cada pessoa que curte meu trabalho, acompanha e torce.

6 comentários :

  1. Excelente entrevista vocês estão de Parabéns!!! Muito bacana a iniciativa de vocês entrevistarem os autores dos livros, só assim nós ficamos sabendo um pouquinho mais de quem está por detrás das histórias que lemos. Adorei!!!

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  2. mto bacana a entrevista, tribo arrebentandoo, sucesso sempre

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  3. Parabéns pela entrevista à autora. É legal conhecer um pouco de quem escreve, principalmente um autor nacional.

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  4. É sempre bem interessante conhecer o autor, pois possibilita conhecermos as ideias de quem escreve. Legal.

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  5. Adorei a entrevista!Sou super fã da Tammy!Ela é uma ótima escritora e é super atenciosa com seus leitores.Só faltou na entrevista dizer que ela é super estilosa!
    Amei!

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  6. Muito legal a entrevista! Parabéns para o blog e para a autora. Bjs!

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