Entrevista - Gabriel Chalita

quarta-feira, 21 de março de 2012

Índios,

Hoje temos a satisfação de publicar a entrevista que a Tribo do Livro realizou com o autor Gabriel Chalita. Aqui no blog você pode encontrar a resenha do seu livro O Pequeno Filósofo, livro que recebe constantemente ótimas críticas e avança na qualidade da literatura brasileira. Para conferir a resenha basta clicar aqui.

Biografia:
Nascido em 30 de abril de 1969, em Cachoeira Paulista (SP), Gabriel Chalita revelou-se escritor já aos 12 anos, quando publicou seu primeiro livro. Aos 15, criou uma coleção destinada a crianças em idade de catequese. Sua obra compõe-se de mais de 60 títulos. Dos livros publicados, dois já foram lançados no exterior: Os dez mandamentos da ética (em 2004, na Argentina, no Chile e na Espanha, pela Editora Aguillar/Santillana) e Pedagogia do amor (em 2006, na Espanha, pela Editora PPC/SM).

Atualmente, é professor dos programas de graduação e pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC–SP) e da Universidade Presbiteriana Mackenzie e palestrante nas áreas de filosofia, ética, relações interpessoais e educação. É membro da Academia Brasileira de Educação e da Academia Paulista de Letras. Apresenta o programa de rádio e TV “Papo Aberto”. 

Entrevista de Gabriel Chalita para a Tribo do Livro:

TL: Gabriel Chalita, o senhor acredita que uma sociedade leitora estimula a formação de cidadãos críticos e participativos?
GC: Acredito. Os livros ampliam os horizontes, o vocabulário. Os livros ajudam as pessoas a articular o pensamento e a ter uma consciência maior de sua própria responsabilidade social. A leitura é fundamental para que se forme uma sociedade com mais informação e conhecimento.

TL: Em seu livro O Pequeno Filósofo, a simplicidade é vista como estilo de vida ou uma potência que deve ser desenvolvida pelos homens?
 
GC: A simplicidade é um grande valor. As pessoas perdem grandes oportunidades na vida quando têm uma postura arrogante. Pessoas assim aprendem pouco, observam pouco as outras pessoas e se sentem donas da verdade. Isso é muito ruim. A simplicidade ajuda a construir uma relação de convivência mais harmoniosa.

TL: De onde veio a inspiração para escrever O Pequeno Filósofo? Após a leitura de seu livro, tive a impressão de ser o retrato de uma sociedade que não se preocupa mais com os pequenos detalhes da vida, ou seja, a nossa realidade. Alguma situação em especial motivou o senhor a escrever esta obra? 
GC: Acredito na tese de que um escritor tem muita transpiração. Ele precisa reservar um tempo, sentar e começar a escrever. Aí as ideias vão surgindo. No caso do livro “O Pequeno Filósofo”, o que eu quis mostrar foi exatamente o que você diz na pergunta: as pessoas têm observado e refletido pouco sobre coisas que são essenciais na vida. O livro fala de estações, de estações que acabam fazendo com que o ser humano vá se “coisificando”. Há uma estação, por exemplo, em que todas as criaturas são limpas demais. Há outra em que são todas igualmente ou aparentemente sujas. Não existe essa homogeneização, quem quis fazer isso errou historicamente. Há a estação em que as pessoas guardam o coração no cofre e, de vez em quando, usam esse coração, o que é muito triste. A riqueza da vida humana não está no extraordinário, nas coisas que acontecem vez ou outra, está no ordinário. No dia a dia da vida a gente encontra as razões mais bonitas da própria existência. 

TL: Gostaríamos que o senhor desse algumas dicas para os novos autores brasileiros e todos aqueles que sonham em ter um livro publicado. 
GC: A primeira dica é ler muito. A segunda é ter a simplicidade e a humildade de observar as pessoas, essa convivência com o ser humano nos ajuda a escrever. Persevere, não é fácil, o mercado editorial não é tão aberto, é muito difícil alguém lançar o primeiro livro, há muitos livros sendo lançados e quem quer começar nesse mercado, nesse ofício tão lindo que é o ofício de ser escritor, tem de saber que vai enfrentar muitas dificuldades, mas as outras profissões também têm suas dificuldades. Não desanime no primeiro “não”, na primeira crítica, na primeira dificuldade, quando se descobre que é esse o ofício da vida, precisa levar isso adiante. E a internet também está aí para facilitar a vida dos novos escritores, para ajudar a circular ideias e pensamentos.



O Pequeno Filósofo

Um comentário :

  1. Tribo, amei a entrevista, recentemente comprei e li o livro O pequeno filósofo. Confiram a resenha no meu blog: http://prosafrenteeversos.blogspot.com.br/2012/01/resenha-o-pequeno-filosofo.html

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