A Guardiã da Meia-Noite: um romance milenar

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

The Midnight Guardian
Sarah Jane Stratford
Editora Planeta

Tradução: Carolina Caires Coelho
ISBN: 9788576654841
Páginas: 329
Ano: 2010

Sinopse

Quando o mundo atravessa seus momentos mais tenebrosos, a esperança pode ficar nas mãos das criaturas mais sombrias...

O ano é 1938, e o império nazista logo começará a se livrar de todos os que considera impuros ou indesejados. Um grupo de vampiros londrinos se opõe à destruição que ocorre no continente. Os terríveis planos de Hitler os obrigam a tomar uma atitude: enviar cinco dos mais fortes vampiros a Berlim – os milenares – para se infiltrar e destruir a máquina bélica dos nazistas.

A bela vampira milenar Brigit é explosiva, mas seus poderes especiais são necessários para o sucesso da missão. Ela deve reunir toda a sua força para suportar a distancia do seu amado Eamon, a quem ela transformou em vampiro quase oito séculos antes. E ainda que Eamon deseje estar ao lado de sua amada, a melhor forma de ajuda-la é ficar distante, alimentando a profunda ligação psíquica que compartilham e a animando com sua devoção e as doces lembranças do seu amor.

Mas, enquanto os milenares tentam se infiltrar e sabotar as estratégias de Hitler, descobrem que os nazistas estão mais preparados do que imaginavam. Forçados a assumir ações mais perigosas, acabam por chamar a atenção de caçadores de vampiros especialmente treinados e leais a Hitler. Exposta, dentro do território inimigo, com oficiais nazistas e caçadores ao seu encalço, Brigit precisa tentar uma fuga ousada do continente, protegendo um tesouro, a única esperança de salvar a missão.

Resenha por Lean Lioncourt

Palmas para a autora.

Brilhantemente conseguiu unir história real contemporânea com ficção (?!) de uma forma tão agradável de ser lida que torna-se estimulante por ambos os lados: os fatos históricos da Segunda Guerra Mundial (e sua barbárie) apresentados sempre adequados ao que realmente está relatado em livros e a obra concisa do que queria envolver nestes mesmos fatos, dando um toque inteligente e paralelo aos eventos sem explicação. Desde a escolha do ano até os personagens envolvidos, encontramos referências. Dentro da avaliação da ficção, destaca-se a sua passagem moderada pela literatura clássica quando falada em Nosferatia. Os vampiros de Stratford seguem a linha conhecida e erguida, com pequenas sutilezas que até então, mesmo em minha opinião radical, ficaram bem interessantes quando na obra completa.

Brigit é uma vampiresa (nota-se aqui o feminino correto de vampiro) considerada ‘milenar’ por ter sido criada há aproximadamente 800 anos. Eamon, é seu parceiro-amante-guerreiro-romântico. Claro, existem os companheiros de vivência, todos no Tribunal vampírico – uma espécie de coven, como costumam identificar. Todos personagens bem pensados e até destacados pois é como se cada um representasse algo de tátil da mentalidade humana: O forte, o fraco, a invejosa, o sutil, o romântico, a poderosa, a mãe etc. Mors é o guerreiro romano, Cleland o poeta amante e seu consorte Padraic, o singelo, Swefred e Meaghan os parasitas emocionais, Otonia a líder. 


A história se desenrola com os personagens lutando para impedir o avanço bélico do nazismo da forma mais estratégica possível, aqui salvo-guardando alguns pequenos lapsos da autora quando expõe uma realidade na qual jamais pudera imaginar, ao mesmo tempo em que protegem uma carga preciosa: duas crianças judias que precisam ser retiradas da Alemanha por sua proteção. Durante o enredo, há alterações no Tempo-Continuo, contando algumas histórias (criação de Brigit, antes Hilda/Brigantia) que deram preciosa substancia sem deixar confusa a ideia.

Brigit, por ser a principal, é sempre cativante e um espelho do leitor. Nisso a autora também surpreendeu ao criar uma personagem que vai de extremo a extremo, sempre em algum momento, idealizando representar o que o leitor sente. Seus toques sádicos então, me deixaram em êxtase. Conhecer o demônio (eles relatam algo-assim sobre o que chamamos Beijo Negro, a alma do vampiro, mas neste caso específico é como se realmente houvesse uma entidade simbiótica habitante) pessoal de cada um, sua fraqueza e força, as intempéries e devaneios, tornou-se algo palpável.

É um livro que se desenrola sozinho, de linguagem de fácil acesso porém com uma falha gravíssima de revisão que precisa ser questionada a editora. Palavras erradas, erros de concordância, plural, significado - hora inclusive completamente destoante - e acentuação. No mais, pela ideia da autora, não há falhas. É um livro estimulante e uma continuação seria bem recebida, saber sobre a criação dos outros personagens, lança-los num momento futuro levando em conta que mais após a Segunda Grande Guerra aconteceu ou simplesmente deixa-los entre nós, relatando esta experiência.

Recomendo a leitura e releitura, sinceramente. E comentários são sempre bem vindos.

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