Entrevista - Maurício Gomyde

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Oi, Índios
Dando continuidade a apresentação dos autores parceiros da Tribo, nossa entrevista de hoje é com o escritor Maurício Gomyde. Autor de O Mundo de Vidro e Ainda não te disse nada está fazendo um enorme sucesso com seus livros, e neste momento está  "rolando" uma super promoção para os seguidores dos blogs que são parceiros dele e que o divulga. Maurício é solícito, simpático e de bem com vida, principalmente porque além de escrever tem outra paixão que o completa, a música. Vamos lá, espero que vocês gostem.


1. TL: Oi, Maurício. Bom para não fazer uma pergunta "clichê", rsrsr...vamos ao que normalmente as pessoas querem saber. Você é músico, largou a faculdade de Cinema, mas arte é o teu objetivo. De escrever músicas a escrever um livro você pode dizer que foi muito diferente? Ou ao final estas formas de arte se conjugam?

MG: Acredito que sejam atividades afins, afinal de contas estamos falando de arte. Mas o processo é bem diferente e requer, cada um, um tipo de sensibilidade. Quando estou compondo, é sempre sobre uma situação particular, um tema específico, uma “personagem”. E o desafio é conseguir conjugar o que você julga, ali, a melhor letra com a melhor melodia que deve ser “colocada por baixo”. Na escrita de um livro, há que se considerar o cenário, as outras personagens que vão interagir, que tipo de reação aquela determinada cena do livro você quer que provoque. De qualquer forma, eu não consigo dissociar uma coisa da outra, porque escrevo sempre com música, e meus livros sempre têm trilha sonora.


2. TL: Nós em particular, ainda não tivemos oportunidade de ler seu primeiro livro "O Mundo de Vidro", em breve leremos, mas lemos "Ainda não te disse nada", percebemos que seus dois livros são muito apreciados pelo público feminino. O que você pode observar com relação a isso?


MG: Eu não comecei a escrever tendo em mente o público A ou B. Mas, durante a divulgação do “O Mundo de Vidro”, percebi que tinha mais apelo entre o público feminino, ainda que o livro tenha, em alguns momentos, o linguajar bem masculino. Isso, de certa forma, é muito bom, porque o público feminino é sempre mais apaixonado pelas coisas que gosta. Eu cresci assistindo às comédias-românticas do cinema. Sou apreciador sincero do gênero. rs. E eu gosto desta coisa de escrever um livro como se fosse um filme, digo, com cenas que sejam imagináveis numa tela. Acho que as mulheres, em geral, gostam mais das comédias-românticas. Mas há também muitos homens que comentam, que curtem, que gostam dos livros. 


3. TL: Seus dois livros falam de muitos sentimentos, do que se é capaz de fazer por quem se ama, de escolhas, sonhos, em suma de buscar a felicidade  sobre aquilo que se quer. Em "Ainda não te disse nada", a personagem Marina, por vezes não quer admitir, mas é romântica e busca um amor especial, que a complete. rsrsr...isso está na resenha, mas...Você acha que é isso que toda mulher no fundo quer? Mais do que ter uma carreira?

MG: Acho que ter uma carreira bem sucedida é o desejo de qualquer pessoa, seja homem ou mulher. Hoje em dia, mais ainda, dada a velocidade dos tempos, da concorrência, das dificuldades pelas quais passa o mundo. E acho legal demais as mulheres cada vez mais ocuparem postos importantes. O mundo precisa da leveza das mulheres. E, ao mesmo tempo, acho que vocês nunca perderão o romantismo, a vontade de serem amadas, de encontrarem uma pessoa que as complete. Está na essência. O Santo Graal, na verdade, está em conseguir conjugar estas duas vertentes. Não adianta ser bem sucedida profissionalmente e infeliz no lado pessoal, e vice-versa. 

4. TL: Ao lermos o livro mencionado acima, foi possível perceber várias "sacadas", com relação a tua percepção do universo feminino, por exemplo, às possíveis conversas sobre os homens. Não percebemos nenhum comentário de fundo "machista". Isso foi fruto de pesquisa ou você realmente é sensível ao que nós rodeia ? Rsrsr...

MG: Rsrs... Muita gente me perguntou isso. “Como é que você conseguiu reproduzir tão bem as conversas entre as amigas? E os sentimentos da Marina?” rs. Sabe, eu sempre tive muitas amigas, sempre fui do tipo que escuta, que dá conselhos. Vira e mexe uma me ligava dizendo: “Precisamos conversar”. rs. Isso, de certa forma, foi um trabalho de campo desenvolvido ao longo dos anos. Mas é claro que eu tive muita pesquisa para compor a personagem. A dificuldade estava em justamente não cair para a opinião masculina tradicional na boca de uma mulher, porque não daria credibilidade ao texto. Foi um desafio muito legal. Como sempre digo, acho que as mulheres têm muito a ensinar a nós, homens, no que se refere a amar alguém do jeito que deve ser. 

5. TL:  Em  um país que se lê pouco ou quase nada, qual é o maior e o menor retorno que você tem tido dos teus livros?Você concorda que os blogs realmente são grandes incentivadores?Até mesmo com relação às editoras? 

MG: Optei por fazer um trabalho independente mesmo, deliberadamente. Não vivo da literatura. Digo, tenho outro emprego que me dá a segurança de poder arriscar. Então, não quero fechar qualquer esquema por fechar. É claro que a importância de uma editora é enorme, em se tratando, principalmente, da questão da distribuição. Mas isso já é minimizado um pouco pela internet, pelas redes sociais. Meu livro está na Livraria Cultura, fruto de um contato deles próprios, já que houve procura pelo livro nas lojas. Ou seja, se eu conseguir fazer o trabalho independente, terei bem mais liberdade de escrever o que quero. Os blogs são maravilhosos, sou entusiasta. Há uma diversidade enorme de blogs de literatura espalhados pelo País, pessoas comprometidas, que têm, no sangue, a paixão pela arte. Neste esquema, não tem parte ruim. Conheço a cada dia mais pessoas,  sinto que o trabalho vai sendo divulgado de forma espontânea, tenho feito muitos amigos. Este é o sentido de tudo. Enquanto eu estiver me divertindo, tá ótimo. rs

6. TL: Sabemos que a música nunca saiu e possivelmente nunca sairá de teus planos. Você está praticamente no começo da divulgação de "Ainda não te disse nada", mas quais são seus planos para um próximo livro?

MG: A música, para mim, cada vez mais estará nos limites de compor para outros artistas e de tocar bateria com minha banda de covers de rock nacional e internacional. A cada dia se torna mais um hobby gostoso de fazer. Já em relação à literatura, pretendo tentar lançar um livro por ano. Lancei o “Ainda não te disse nada” em novembro de 2011 e a ideia é lançar o novo em novembro deste ano. Já estou escrevendo, a história acho que tá bem legal. Imagino que as pessoas vão se surpreender e gostar. Farei o melhor que puder! : )


Jogo Rápido

Uma cor:  Preta
Flor para dar a uma mulher: Rosa
Uma música: With or Without You - U2
Um livro: O Mundo de Vidro
Um filme: Antes do Amanhecer
Um sonho: Chegar lá no final da vida, e dizer: "Pô, foi bom demais!"
Viagem dos sonhos: Litoral brasileiro, de ponta a ponta.
Maior desejo: Viver intensamente cada momento. E o que for pra ser, será.
Uma palavra: Amor
Frase: Não faça aos outros aquilo que você não quer que façam com você.




Agradeço imensamente a você, Verônica, pela oportunidade e pelo espaço aberto pela Tribo do Livro. Sempre que quiser, estou à disposição. E quem quiser saber um pouco mais, tenho um blog, que é o www.mauriciogomyde.com. Obrigado a todos!

2 comentários :

  1. Adorei a entrevista... As perguntas foram bastante originais!
    Quero ver esse livro em novembro, hein? rsrsr

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  2. Nossa, o Maurício é realmente muito simpático! Não sei se é coisa de escritor, mas ele sempre tem algo muito legal a dizer sobre todas as coisas e as perguntas realmente não ficaram na mesmice que as entrevistas com autores caem!

    Muito legal!

    ResponderExcluir

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