Noturno

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

The Strain
Chuck Hogan / Guillermo del Toro
Coleção Trilogia da Escuridão 

Tradução: Sérgio Moraes Rego e Paulo Reis
ISBN: 853252463X
ISBN 13: 9788532524638
Páginas: 464
Lançamento: 2009

Sinopse
Um boeing 747 vindo de Berlim chega ao aeroporto JFK e, subitamente, para na pista com todas as cortinas abaixadas, luzes apagadas e o sistema de comunicação em pane. Uma equipe de emergência cerca o avião e observa, incrédula, aquele caixão branco gigante em contraste com o céu noturno. O que se vê lá dentro é uma cabine similar a um túmulo onde todos parecem mortos. O alarme se transforma em terror quando se descobre que este misterioso acontecimento é apenas o primeiro de uma invasão que se estenderá por todo o planeta, uma onda sinistra que ressuscita os medos mais ancestrais da raça humana e dá início a uma sangrenta batalha entre homens e vampiros. 

Resenha por Lean Lioncourt
"Eles sempre estiveram aqui. No silêncio e na escuridão. Esta noite, a hora deles chegou."

Começando a falar da Trilogia da Escuridão com o - logicamente - primeiro livro da saga, tentarei dar uma opinião sobre o conjunto, já que o terceiro e ultimo título está para ser lançado no Brasil no início do próximo ano. 

Como era de se esperar, Hogan e del Toro (o Labirinto do Fauno), como novelista e diretor que são, respectivamente, escreveram a obra toda envolta neste caráter, sequenciada e cadenciada de acordo com os acontecimentos mais vibrantes. Os livros falam sobre vampiros e - antecipando a nova voga do Apocalipse Zumbi - a exterminação humana por completo, começando por Nova Iorque e partindo para o mundo. Não trata-se da velha fórmula de Nosferatia, com vampiros sensuais ou imberbes e sim de ciência, criando uma eloquência do vampirismo como uma mutação genética degenerativa e agressiva por conta dos acontecimentos radioativos do último século. Imaginem vampiros com peles translúcidas, rastejantes em subterrâneos como ratos sujos e com vermes circulantes pelo corpo, além de um ferrão que funcionaria como presa, tornando suas vítimas zumbis, exatamente como são. Também não é uma nova fórmula, já que vimos isso anteriormente em alguns textos do tipo Graphic Novel como Blade e outros trabalhos menores.



Nesta história, um poderoso vampiro antigo traz para o atual EUA esta pestilência contagiosa, tornando os humanos escravos, para seu plano de destruir os outros vampiros que se opuseram a ele, em um passado não relatado (ainda). Com personagens fortes e suas histórias pessoais envolvidas, os autores conseguem criar a conhecida "Liga anti-extinção" que declinam e ascendem durante todo o enredo, sendo por vezes retratado em tempo passado. Nesta liga temos: o cientista, o senhor judeu idoso que narra a história sendo o mais velho caçador destes vampiros desde o holocausto, o exterminador de pragas que (obviamente) é o entendedor de comportamentos subhumanos, a cientista affair do personagem principal e por fim o filho do cientista. Ao longo da obra, outros personagens são agregados aparentemente sem intenção mas talvez pelas suas posições fortes, acabaram ganhando mais espaço no segundo livro. 

É um livro curioso e intrigante, pelo aspecto de gradação que ele segue. Nenhum dos acontecimentos parecem interligados até o último capítulo, quando se definem. É uma boa obra desta remessa, mas nada que o faça aguardar o próximo livro, lançados sempre no início de cada ano. Fato que deve ser louvado é a escrita dos autores que, externamente tão diferentes como escritor (Hogan) e diretor (del Toro), conseguiram dar o toque essencial na questão de continuidade e cenário. Parece sim um script para um filme (o que parece que será verdade dentro de dois anos segundo alguns rumores). 

Todas as questões médicas, biológicas de risco, pandemias e mutações são bem abordadas, mas sem maiores esclarecimentos. Não é o essencial, talvez tenham pensado desta forma. O enredo é fluído, constante, ora monótono como uma novela ora intenso como uma explosão. A escrita é simples, contextualizada sem grandes aglomerações e não pessoal, em suma, o que define os personagens são seus nomes, nem sempre suas ações ou particularidades. Típico. 

Entrementes, é uma obra que precisa ser lida desde o começo para que seja entendida. 

Então, para quem gosta de observar o lado científico que poderia haver neste mundo onírico do vampirismo é uma obra cheia e farta de detalhes. 

Logo vem a resenha do segundo livro A Queda, para que estejamos preparados para o lançamento do terceiro. 

http://www.trilogiadaescuridao.com.br/

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