O Senhor da Chuva

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

André Vianco

ISBN: 9788587791108 
Páginas: 268


Sinopse
Anjos e demônios estão em guerra... De que lado você vai estar?
Anjos e demônios são proibidos de interferir no plano físico, limitando-se apenas a aconselhar os humanos. Quando vários demônios atacam o anjo Thal, este possui o corpo de um humano, violando a regra mencionada. Começa então a Batalha Negra entre anjos e demônios, onde Deus e o Diabo são meros espectadores.
Não é só o bem contra o mal... o jogo vai ser um pouco mais complicado que isso. Um anjo perseguido, para não ser destruído, possui o corpo de um ser humano igualmente agonizante. Assim, o anjo quebra uma regra sagrada que dá o direito aos demônios de evocarem uma guerra desigual que poderá desencadear a destruição de todos os anjos de luz da Terra.
Agora, os dois exércitos estão furiosos, transformando as tranquilas pastagens de Belo Verde num funesto campo de batalhas onde espadas que parecem chamas, e olhos que parecem brasas, darão o tom neste misteriosa aventura sobrenatural, repleta de batalhas mergulhadas no mundo dos anjos, dos vampiros... e dos demônios.

Resenha por Lean Lioncourt

Para quem esperava que a linha de criações sobrenaturais do senhor Vianco fosse deslanchar em terror vampírico tão aflorado como em Os Sete (e sequências), hão de ter um certo choque ao ler esta obra. Mesmo com algumas alusões aos outros livros, Vianco consegue desmembrar uma parte da sua literatura, incluindo agora anjos e demônios no páreo, lutando como sempre, pela ordem da Terra. É uma obra interessante, do ponto de vista criativo, mas não tão original quanto deveria ser - novamente usando como exemplo a história dos sete vampiros portugueses e sua predestinação a destruir à humanidade. No trabalho, Vianco usa algumas novas vertentes e talvez por isso não chega a se tornar maçante a leitura, mesmo que saibamos já nas primeiras 58 páginas o que há de acontecer dali por diante.


Mescla algumas suposições e fatos realmente ocorridos no Brasil (na questão da invasão alienígena que estava em voga durante a produção da obra) e usa de seus próprios meios para elaborar algo intrincado à história. Não é uma obra contemporânea mas usa de alguns caracteres recentes, não só o contágio vampírico que se instalou de uns três anos para cá. 

Vianco conseguiu criar um herói que começa um tanto anti-si, algo paradoxal, colocando o rebelde sem causa como elo da salvação mundial, descaracterizando aquele paradigma de herói virtuoso e neste ponto o livro merece méritos. Não há muita adaptação à realidade quanto à questão intelectual, não houve uma prévia análise sobre os personagens, logo eles são bem mais humanos do que poderia se supor. Ou ainda tenha sido a maneira dele expressar nossa vizinhança de ideias, quem sabe. Confesso que por mais visceral que ele tenha almejado ser, acabou inconstante em alguns fatos e momentos. Lógico, em outro se saiu brilhantemente adotando aos personagens (que devem ser considerados de mesma importância) características semelhantes mesmo sendo de origens diferentes. 

Trata-se de, a meu ver, duas histórias simultâneas que se correlacionam em dados intervalos, durante o caminho e que mesmo no clímax acaba por não se integrarem totalmente. Cada um dos heróis luta separadamente e isso pode ser um bom apelo já que, ao seu escrever de forma novelística, consiga nos entreter até o próximo parágrafo. Em suma, caso prefira um dos protagonistas certamente terá de acompanhar os dois. Tramas familiares de um lado, hierarquia angélica rompida do outro, vingança é o que os une em absoluto.

Acrescento também a intenção de Vianco em refazer as personagens em suas obras, por exemplo, Samuel e Gregório que estão neste livro aparecem posteriormente em Turno da Noite, mesmo não sendo considerada uma continuação.

Na Linguística, há a precariedade necessária de composição. Ou seja, mesmo o anjo não vai usar palavras rebuscadas como geralmente associamos. É no todo de fácil assimilação e mesmo sendo capitulado, acaba se finalizando de certa forma a cada mesmo intervalo. É uma novela, fato, mas nem por isso como já dissera, maçante. Também, como os grandes autores (e refiro-me aqui a Gaiman), Vianco usa seu carro-chefe-personagem nesta obra: o vampiro. Mesmo que inicialmente não compreendamos qual o seu real papel, contrariando às próprias regras de criação. Mas, como eu já dissera, são as pequenas associações que tornaram a obra particularmente interessante e, na minha opinião, a mais peculiar é a questão da chuva - que traz o nome ao livro. Excêntrica na medida certa para que, com este título, tenha criado em mim o interesse em lê-lo.

Bom, recomendo para quem conhece apenas as obras 'vampíricas' do Vianco e queira se desintoxicar desta literatura por, ao menos, um livro, já que todos sabemos que a literatura sombria nos arrasta sem volta.

Para bibliografia:
VIANCO, André. O Senhor da Chuva. Editora Novo Século, 2001.

Um comentário :

  1. Quando li esse livro já conhecia os vampiros de Vianco, mesmo tendo gostado do livro eu esperava algo mais, não sei se me entende srsr
    Uma coisa que gostei e gosto nos livros do André Vianco é a mania que ele tem de juntar os personagens como vc mesmo disse.

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