Orgulho e Preconceito - Jane Austen

sábado, 29 de outubro de 2011



“É uma verdade universalmente admitida que um homem solteiro, possuidor de uma boa fortuna, deve estar precisando de uma esposa”. Esta talvez seja uma das frases mais universalmente conhecidas de Jane Austen e abre seu romance mais famoso e aclamado pela crítica literária, Orgulho e Preconceito.
A obra seria inicialmente publicada em 1797, com o título de First Impressions (Primeiras Impressões), porém foi rejeitada pelo editor, Austen então a revisou e a vendeu para Thomas Egerton, que a publicou em três volumes no ano de 1813 na Inglaterra. O êxito da obra foi tão expressivo que em 10 meses o livro já ganhava sua segunda edição e já havia sido traduzido para o francês, alemão e dinamarquês.

A história ambienta-se na Inglaterra do final do século XVIII e a primeira vista, conta a história de amor entre Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy e os jogos de marivaudage da própria Elizabeth e de suas quatro irmãs em busca de um bom marido. Todas amparadas por uma mãe desesperada que ansiava por ver as filhas bem casadas e que tinha plena consciência de que a única possibilidade de ascensão social da época era o matrimônio.

Porém reduzir Orgulho e Preconceito a uma mera história de amor e de aventuras de moças da baixa burguesia seria tirar o mais expressivo da obra de Austen. Por trás da trama e das ações dos personagens podemos visualizar um retrato muito nítido da sociedade inglesa contemporânea e no ousado estilo de narração que a autora utiliza, interpelando o leitor, podemos sentir a sutileza de suas críticas e a ironia com que trata das questões de seu próprio tempo.

Austen denuncia a hipocrisia de uma sociedade aparentemente tão preocupada com a moralidade e as injustiças que podem ser cometidas por julgamentos precipitados. Os próprios personagens principais são os ícones do título do romance. Mais que um casal que sofre diversos problemas para ficar juntos, Elizabeth e Darcy são a maior expressão do orgulho burguês e do preconceito social e só conseguem-se unir de fato, após vencer as barreiras que eles mesmos impuseram a sua relação, manipulados pelas regras da sociedade contemporânea.

Ao ler o romance, o leitor pode impactar-se com o surgimento da seguinte dúvida, e hoje, nossa sociedade mudou tão radicalmente? Recomendamos, portanto, a leitura deste livro, que de uma maneira tão suave nos provoca a reflexão e que nos permite verificar que mesmo após quase dois séculos de sua publicação continua sendo tão atual e uma perfeita crítica a nossa sociedade.

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